domingo, 29 de dezembro de 2013




"O mundo não é bom nem mau; cada homem constrói seu próprio mundo. Um cego pensa num mundo duro ou macio, frio ou quente. Somos uma mistura de felicidade e sofrimento, como já tivemos ocasião de comprovar centenas de vezes em nossa vida. Em geral os jovens são otimistas e os velhos, pessimistas. Os jovens têm a vida diante de si, os velhos queixam-se de que seu tempo já passou; centenas de desejos insatisfeitos debatem-se em seus corações. Contudo ambos são tolos. A vida é boa ou má de acordo com o estado de espírito com que a contemplamos. Em si mesma, não é nada. O fogo, em si mesmo, não é bom nem mau. Quando somos aquecidos por ele, dizemos: “Como é lindo o fogo!” 
Ao queimar-nos os dedos, nós o condenamos. De acordo com o uso que fazemos dele, ele nos causa uma sensação boa ou má. O mesmo se dá com o mundo. É irrepreensível, no que se refere a estar perfeitamente habilitado para realizar seus desígnios. Podemos estar certos que continuará a existir maravilhosamente bem sem nós, e por isso não precisamos ter a preocupação de querer ajudá-lo
Precisamos fazer o bem. O desejo de fazer o bem é a nossa maior e mais poderosa aspiração, desde que tenhamos plena consciência de que é um privilégio ajudar aos outros. Não suba num pedestal, com cinco centavos na mão, e diga: “Tome, meu pobre coitado.” Seja grato que o mendigo esteja ali, porque ao dar-lhe uma esmola, você está ajudando a si mesmo. Abençoado não é quem recebe, mas sim, quem dá. Dê graças por poder exercitar sua bondade e compaixão nesse mundo, tornando-se, dessa forma, puro e perfeito."

Fonte: O que é religião
                Swami Vivekananda, 

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