terça-feira, 12 de março de 2013

"...PERGUNTA: -Podeis mencionar algum espírito que antecipasse a sua libertação cármica da Terra, em vez de continuar submetido exclusivamente à Lei de Causa e Efeito, embora esta também terminasse por libertá-lo do ciclo dos nascimentos físicos?

RAMATIS: - É Francisco de Assis um dos exemplos mais edificantes e inconfundíveis de libertação antecipada do seu carma físico pois, tendo nascido em berço rico e cercado de gente afortunada, vaidosa e aristocrata, preferiu repartir seus bens com os pobres e desfez-se de seus trajes de seda e de veludo para vestir a grosseira estamenha; e em lugar do cinto recamado de pedrarias e da vistosa espada do fidalgo, amarrou à cintura um cordão de cânhamo! Foi com o mais profundo sentimento de renúncia que ele aceitou a advertência evangélica do Cristo Jesus: "Não possuais ouro nem prata nem cobre em vossos cintos, nem alforjes, nem duas túnicas, nem calçado, nem báculo em que apoiar-vos..."

Sob tal resolução heróica, em que Francisco de Assis extinguiu de uma só vez o desejo e venceu o Maya - a grande ilusão da vida material - é óbvio que também cessou de gerar carma físico para o futuro, pois a sua vida, completamente devotada ao serviço amoroso a todos os seres e coisas do mundo, terminou por desatar-lhe os últimos laços de ligação às formas do mundo terráqueo.

Afastando-se do epicurismo das mesas, despido da vaidade e dos trajes fidalgos, indiferente aos pergaminhos e galardões do mundo físico, liberto do desejo sensual, rompeu os liames escravizantes do seu grilhão cármico e, pouco a pouco, isolou-se da disciplina retificadora do Carma do seu planeta.

Francisco de Assis não renunciara apenas ao seu presente, mas também efetuara a sua libertação das vidas físicas futuras, porquanto, tendo exterminado em si os desejos pelas coisas do mundo material e desistido de competir com os homens no seu mundo de formas ilusórias, embora ainda encarnado já vivia as condições exigidas para o equilíbrio e a sustentação vibratória nos planos paradisíacos do espírito!..."

Fonte: Fisiologia da Alma - Ramatis
                 Obra psicografada por Hercílio Maes

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