sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

"...Não é preciso que todos os seres humanos renunciem ao mundo, pois o caminho da renúncia é muito difícil de trilhar. Na verdade, não se faz mister renunciar aos objetos do mundo porque o ser humano, na verdade, não tem nem possui coisa alguma. Por conseguinte, não é necessário renunciar a nada, mas urge renunciar ao sentido de posse. O fato de vivermos no mundo ou fora dele pouca diferença faz. A causa do sofrimento é o apego aos objetos mundanos. O que pratica fiel e sinceramente a desafeição consegue libertar-se da servidão do carma. No caminho da ação, ninguém renuncia às obrigações, cumpridas com habilidade e desprendimento. O renunciante abre mão dos objetos e vai para longe deles, mas também cumpre suas obrigações essenciais. Os que vivem no mundo como chefes de família cumprem igualmente suas obrigações essenciais. Os que se tornam egoístas pelo fato de receberem e usarem os frutos de seus atos criam muitos estorvos para si. Torna-se-lhes difícil libertar-se da servidão criada por si mesma. Se a pessoa não renunciar a todos os apegos e ao sentido de posse, o caminho da renúncia tornar-se-á deplorável. Se os chefes de família não praticarem a desafeição e continuarem a robustecer o egoísmo e a possessividade, isso também lhes trará sofrimentos. Para atingir o propósito da vida, urge que a pessoa cumpra suas obrigações, quer viva no mundo, quer viva fora dele. O caminho da renúncia e o da ação, embora diversos, são igualmente úteis para atingir a auto-emancipação. Um é o caminho do sacrifício, o outro é o caminho da conquista..."

Fonte: Vivendo com os Mestres do Himalaia
           Experiências Espirituais do Swami Rama

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