quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O entretenimento, a mídia e o corpo de dor

"Se você não tivesse familiaridade com nossa civilização contemporânea, caso tivesse acabado de chegar de outra época ou de outro planeta, uma das coisas que mais o impressionariam seria constatar que milhões de pessoas adoram ver seres humanos matar e infligir dor uns aos outros e chamam isso de "entretenimento". E que pagam para ter essa diversão.

Por que os filmes violentos atraem um público tão grande? Existe toda uma indústria envolvida nessa questão, e uma boa parte dela alimenta o vício humano da infelicidade. Obviamente, as pessoas assistem a essas produções porque querem se sentir mal. O que há nos indivíduos que adoram se sentir mal e dizer que isso é bom? O corpo de dor, é claro. Há uma participação considerável da indústria do entretenimento nesse processo. Portanto, além da atitude reativa, do pensamento negativo e do conflito pessoal, o corpo de dor também usa a tela do cinema e da televisão para se renovar por meio deles. Corpos de dor escrevem e produzem esses filmes e corpos de dor pagam para vê-los.

Será sempre "errado" mostrar a violência e vê-la na televisão e no cinema? Toda essa violência alimenta o corpo de dor? No atual estágio evolucionário da humanidade, ela não só permeia tudo como se encontra em ascensão enquanto a antiga consciência egóica, ampliada pelo corpo de dor coletivo, se intensifica antes da sua inevitável extinção. Se os filmes apresentam a violência no seu contexto mais amplo, se exibem sua origem e suas consequencias, se revelam o que ela causa às vítimas assim como aos agressores, se mostram a inconsciência coletiva que está por trás dela e como é passada adiante de geração para geração (a raiva e o ódio que vivem nos seres humanos na forma do corpo de dor), então eles desempenham uma função vital no despertar da humanidade. Essas produções podem funcionar como um espelho em que nossa espécie vê sua própria insanidade. Aquilo em nós que reconhece a loucura como loucura (até mesmo se é nossa própria loucura) é sanidade, é a consciência emergente, é o fim da insanidade.

Esses filmes de fato existem e não nutrem o corpo de dor. Alguns dos melhores filmes contra a guerra são os que mostram a realidade, e não uma versão glamourosa dos conflitos. O corpo de dor só consegue se alimentar daquelas produções em que a violência é retratada como um comportamento humano normal ou até mesmo desejável e daquelas que a glorificam como o único propósito de gerar emoção negativa no espectador e, assim, se tornar um "remédio" para o corpo de dor viciado em sofrimento.

Basicamente, os jornais populares não vendem notícias, mas emoções negativas - alimentos para o corpo de dor. "Atrocidade" ou "Carnificina", destaca o título em letras garrafais. Essas publicações se superam nesse terreno. Sabem que as emoções negativas vendem muito mais exemplares do que as notícias.

Existe uma tendência nos veículos de informação em geral, incluindo a televisão, de exarcebar os fatos negativos. Quanto mais as coisas pioram, mais exaltados se mostram os apresentadores - e a agitação negativa costuma ser produzida pela  própria mídia. Os corpos de dor simplesmente a adoram."

Fonte: Um Novo Mundo - O despertar de uma nova consciência
           Eckhart Tolle


quarta-feira, 30 de janeiro de 2013


“Você veio ao mundo para realizar-se. Você vem totalmente equipado com todos os instrumentos necessários para a empreitada - viveka, vairaagya e vichakshana (discernimento, desapego e habilidade) e o desejo de aumentar seu amor, enriquecer suas emoções e enobrecer suas ações. Mas você perdeu seu caminho; está preso em um atoleiro e é confundido por miragens e sonhos que toma como real; você corre atrás de cores falsas e substitutos baratos. Lembre-se que tudo está subordinado a essa tarefa suprema. O corpo deve ser alimentado e mantido livre de doença. Por quê? Para que possa estar apto para a disciplina espiritual. Disciplina espiritual para quê? Para a realização da verdade sobre si mesmo. O sutil é a base para o bruto; o Divino é a base para o ser humano.”
Fonte: Sathya Sai Baba

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tolerância

"As coisas muito grandiosas tomam forma através do silêncio, solitude e tolerância. Tolerância é a habilidade de acomodar diferentes opiniões e indiferentes atitudes, mantendo o autorrespeito e respeitando os outros. Para reforçar o hábito da tolerância, procure ter uma mente aberta em relação a tudo. Procure entender que cada ser humano possui, dentro de si uma bagagem de conceitos, experiências e memórias absolutamente singulares. A tolerância é o poder que valoriza essas histórias pessoais, com respeito e amor. Onde houver tolerância em uma tarefa ou relacionamento, haverá sucesso." (Brahma Kumaris)

domingo, 27 de janeiro de 2013


“Viva com a profunda convicção de que você é o Eu Divino (Atma). Esse é o âmago da verdade eterna. O Atma é aquilo que vê através de seus olhos, ouve através de seus ouvidos, trabalha através de seus dedos e se move através de seus pés. Esse verdadeiro "você" não se alegrará pelo elogio ou se entristecerá pela crítica. Se alguém o critica, raciocine assim, dentro de si mesmo: "Ele ou ela está me caluniando? Bem, por que eu deveria estar preocupado, então? Ou as injúrias estão sendo dirigidas ao Atma? Nada pode afetar Sua pureza ou manchar Sua glória. Então, mantenha-se calmo e imperturbável." Você pode perguntar: o que acontece após as sequências de injúrias? Como a carta enviada pelo correio e recusada pelo destinatário, ela retorna ao remetente.”
Sathya Sai Baba

sábado, 26 de janeiro de 2013

O SEGREDO DA FELICIDADE




Se formos capazes de acalmar os desejos dentro de nós, veremos que o nosso verdadeiro desejo não é riqueza ou fama, mas a felicidade. Como queremos felicidade, buscamos poder fora de nós mesmos. Mas enquanto procurarmos a felicidade em poder, fama, dinheiro e sexo, não vamos encontrá-lo. Apenas ao voltar para nós mesmos e purificarmos nossas mentes poderemos experimentar a felicidade verdadeira e duradoura e o tipo de poder que não pode ser corrompido.

É possível para aqueles de nós que são pobres, que são desconhecidos ter a felicidade? Muitos de nós pensam que, se não tivermos dinheiro e nenhuma fama, não teremos o poder e, portanto, não poderemos ser verdadeiramente felizes. Naturalmente, as nossa necessidades materiais básicas de comida, água, abrigo, roupas, segurança física e de subsistência devem ser atendidas para que sejamos felizes. Extrema pobreza leva ao sofrimento, violência, doença. Então, eu estou falando aqui do desejo de ter dinheiro acima e além de nossas necessidades materiais.

Quando o Buda alcançou a iluminação, não era famoso. Naquele dia notável ele era desconhecido para a maioria do mundo. Mesmo sua família não sabia que ele tinha se tornado iluminado. Quando foi para Deer Park para ver os cinco amigos com quem ele já havia praticado, eles não sabiam que ele tinha alcançado o estado de Buda. Ele não era famoso ainda. Depois de atingir a iluminação, ele sentou-se ao pé da árvore bodhi e brincou com as crianças e foi muito feliz. Sua felicidade não se baseava em fama ou dinheiro. Sua felicidade era baseada na sua libertação, na sua paz, e na sua sabedoria. Devemos treinar-nos para ver a felicidade em termos de liberdade, paz e compaixão, e não no tamanho de nossas contas bancárias.

Estas são enormes fontes de energia que podemos cultivar em nossas vidas diárias. Mais tarde em sua vida do Buda se tornou famoso. Mas essa fama não poderia consumir e destruí-lo, esta fama só ajudou seus ensinamentos e práticas a se espalharem ainda mais. Esse tipo de fama não era mau, na verdade, foi de grande benefício para muitos seres vivos.

Mesmo se você não tem dinheiro ou fama, a prática dos cinco poderes pode fazer você mais feliz do que muitas pessoas com grande riqueza e celebridade. Surpreendentemente, quando você está feliz, não é difícil ganhar dinheiro suficiente para viver confortavelmente e de forma simples. É muito mais fácil fazer o dinheiro que você precisa quando você está sólido e livre. Se você está feliz, é mais provável que esteja confortável em qualquer situação. Você não tem medo de nada. Se você tem os cinco poderes espirituais e perde o seu emprego, você não sofre muito. Você sabe como viver de forma simples e pode continuar a ser feliz. Sabe que mais cedo ou mais tarde vai conseguir outro emprego, e você está aberto a todas as possibilidades.

Devemos distinguir felicidade de excitação, ou mesmo de alegria. Muitas pessoas pensam em excitação como sendo felicidade. Elas estão pensando em alguma coisa, ou esperando algo que eles consideram ser a felicidade, e para eles, isto já é a felicidade. Mas quando você está excitado você não é pacífico. A verdadeira felicidade está baseada na paz.

Suponha que você está andando em um deserto e está morrendo de sede. De repente você vê um oásis e você sabe que quando você chegar lá, haverá um fluxo de água que você pode beber e assim vai sobreviver. Embora não tenha realmente visto ou bebido a água, você sente algo - emoção, esperança, alegria, mas não a felicidade ainda. A felicidade só vem quando você realmente beber a água e sua sede for saciada. Se você não tem paz em si mesmo, ainda não experimentou a verdadeira felicidade.

Algumas pessoas acham que é fácil ser feliz e outros não, apesar de terem abundância de condições para a felicidade. Você pode comprar as condições para a felicidade, mas você não pode comprar a felicidade. É como jogar tênis. Você não pode comprar a alegria de jogar tênis em uma loja. Pode comprar a bola e a raquete, mas não pode comprar a alegria de jogar. Para experimentar a alegria de jogar tênis, você tem que aprender, treinar para jogar. É o mesmo com a escrita de caligrafia. Você pode comprar a tinta, o papel de arroz, o pincel, mas se não cultivar a arte da caligrafia, não poderá fazer caligrafia. Então a caligrafia requer prática, e você tem que treinar. Você estará feliz como calígrafo somente quando tiver a capacidade de fazer caligrafia, Felicidade também é assim. Você tem que cultivar a felicidade, não pode comprá-la na loja.

A meditação andando é uma maneira maravilhosa de treinar-se para ser feliz. Enquanto estiver em um ponto, olhe escolha algo - digamos, um pinheiro. Desafie-se para que enquanto caminhar para o pinheiro você possa desfrutar de cada passo, que cada passo irá fornecer-lhe o tipo de paz e felicidade que nutre, cura e satisfaz.

Há aqueles de nós que são capazes de caminhar de um ponto a outro dessa forma, desfrutando de cada passo que damos. Não são perturbados por nada - pelo passado, pelo futuro, por projetos, e por emoções. Nem mesmo pela alegria, porque na alegria há ainda mais excitação que na paz. Se você é treinado na meditação andando, com cada passo pode experimentar a paz, felicidade e realização. Você é capaz de realmente tocar a terra com cada passo. Vê que estar vivo, estando estabelecido plenamente no momento presente e dar um passo, pode ser uma maravilha, e vive essa maravilha em todos os momentos da caminhada.

Se estamos andando sozinhos ou em conjunto, como uma comunidade, cada passo alivia a tensão, para que possamos tocar as maravilhas da vida aqui e agora. Quando você está livre de tensão, livre de arrependimentos sobre o passado e preocupações sobre o futuro, você pode tocar o Reino de Deus ou a Terra Pura do Buda com cada passo que você dá, todo o dia. No Evangelho, há uma história de um agricultor que descobriu um tesouro em um campo. Ele foi para casa e vendeu tudo para comprar aquele campo. Como o agricultor, se sabemos como tocar o Reino de Deus ou a Terra Pura do Buda no aqui e agora, temos o tesouro mais precioso e já não precisamos mais correr atrás de dinheiro, fama e poder.

Eu tenho pedido a líderes da igreja e líderes espirituais para nos fornecerem o tipo de ensinamento e prática que vai nos ajudar a tocar o Reino de Deus, aqui e agora, assim não vamos mais correr atrás de fama, sexo, dinheiro e poder. O Reino de Deus está sempre disponível. A questão é se estamos disponíveis para o reino. Nos ensinamentos budistas, diz-se que a Terra Pura de Buda está em seu coração. Se você é livre, você pode tocar as maravilhas da vida aqui e agora. O escritor francês André Gide disse que Deus é a felicidade. Eu gosto disso. Ele também disse que Deus está disponível 24 horas por dia. Se Deus existe, o seu reino está presente. Mas você está presente para desfrutar do reino?

A mesma coisa é verdade no budismo. Se você faz meditação caminhando corretamente, cada passo te ajuda a tocar a Terra Pura do Buda. Assim, você pode desafiar a si mesmo: "Eu vou fazer meditação andando daqui para o pinheiro, eu juro que eu vou conseguir." Só se você estiver livre seus passos poderão trazer felicidade e paz.

Uma monja contou-me uma história sobre uma amiga que visitou Plum Village. Sua amiga é casada e tem uma família, um trabalho, uma casa, um carro, e tudo o que ela precisa. Ela pensa em seu relacionamento como sendo bom, embora não fosse o que ela esperava. Seu trabalho é agradável, com um salário acima da média. Sua casa é linda. E ainda assim ela não se sente feliz. Intelectualmente, ela sabe que em termos de conforto, ela tem tudo, mas isso não a impede de estar deprimida. Muitas pessoas não são tão bem sucedidas como ela é, e ela sabe que tem sorte. E ainda assim ela não é feliz.

Nós temos a tendência de pensar na felicidade como algo que iremos obter no futuro. Como o oásis visível a quilômetros de distância no deserto, esperamos a felicidade no futuro. Não temos certas condições que achamos que precisamos para sermos felizes, mas acreditamos que uma vez que as tenhamos a felicidade vai estar lá.

Suponha que você acha que um diploma vai fazer você feliz. Você pensa sobre o diploma dia e noite, e faz de tudo para obtê-lo, porque acredita que a felicidade vai estar lá amanhã quando ganhar o seu diploma. Pode haver alegria e satisfação nos dias e semanas após receber o seu diploma, mas você vai se adaptar rapidamente a essa nova condição, e em apenas algumas semanas, não vai se sentir mais feliz. Vai se acostumar a ter um diploma. Nós nos tornamos imunes a nossa felicidade, e depois de um tempo não nos sentimos mais felizes.

Mesmo as pessoas que ganham na loteria e se tornam milionários não costumam obter felicidade duradoura de sua boa fortuna. Estudos descobriram que, após dois ou três meses, os vencedores retornam ao estado emocional em que estavam antes de ganhar na loteria. Durante esses três meses, o que  experimentam não é exatamente a felicidade, há um monte de pensamentos, muita excitação, muito planejamento. Mas três meses depois, eles voltam para o mesmo nível emocional em que estavam antes de ganhar na loteria.

Talvez você queira se casar com alguém, pensando que, se não puder se casar com ela, então você não poderá ser feliz. Você acredita que a sua felicidade será grande depois de se casar com essa pessoa. Depois de se casar, você pode ter um período de felicidade, mas, eventualmente, a felicidade desaparece. Não há mais qualquer excitação, qualquer alegria, e, claro, não há felicidade. O que você recebe não é o que você esperava e sonhava. Talvez você saiba que o que você alcançou não vai durar. A pessoa que está vivendo com você pode te trair um dia. Você não pode ter certeza de que a pessoa vai ser fiel, então há também o medo e a incerteza.

Mesmo se você tem um bom trabalho, não tem certeza de que pode mantê-lo: você pode ser demitido a qualquer momento. Este tipo de felicidade sem paz tem um elemento de medo e não pode ser a verdadeira felicidade. Para manter as condições dessa chamada felicidade, você tem que estar ocupado o dia todo. E com essas preocupações, incertezas e ocupações, você não se sente feliz e torna-se deprimido.

Mesmo depois de obter todas as condições que acreditamos serem necessárias para nossa felicidade, continuamos insatisfeitos. Portanto, a questão para aqueles de nós que querem a verdadeira felicidade é: em que podemos contar? A resposta é simples e profunda. Aqueles de nós que querem experimentar grande felicidade, despertar o espírito de grande compreensão e amor, não devem basear a mente sobre qualquer coisa externa, incluindo forma, som, toque, e idéias. Não devemos confiar em qualquer objeto para dar a luz à mente da iluminação, a mente do amor.

Suponha que você quer saber o caminho a escolher para a sua vida. Você pode pensar que ser um policial vai fazer você muito feliz. Algumas pessoas podem ser atraídos para este caminho porque elas querem o uniforme, eles querem o poder. Outros sentem que podem encontrar a felicidade como médicos. E há aqueles que acham que podem ser felizes ao se tornar políticos.

Você deve escolher um desses caminhos, mas não tem certeza que ele vai lhe trazer felicidade. Você hesita, pensando: "Se eu não ficar feliz nesta carreira, o que vou fazer?" Temos essa dúvida porque estamos baseando nossa decisão sobre a forma, a aparência. O caminho de um monástico é uma forma. O caminho de um político é uma forma, assim como o caminho de um empresário e o caminho de um artista. Há artistas que estão felizes e artistas que não são. Há monges que estão felizes e monges que não são. Há leigos que estão felizes e leigos que não são. Há policiais que são funcionários felizes e policiais que não são. Então você não pode dizer que a posição ou ocupação que deseja o fará feliz. Se você acha que pode basear a sua decisão e sua felicidade neste tipo de forma externa, você está errado. Você vai se enganar.

(Do livro de Thich Nhat Hanh - "The art of power” - Tradução Leonardo Dobbin)
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Vícios

"Um padrão de comportamento compulsivo de longa duração pode ser chamado de vício, e um vício vive dentro de nós como uma quase-identidade ou subpersonalidade - um campo energético que periodicamente assume total controle sobre nós. Ele chega de fato a dominar nossa mente, a voz na nossa cabeça, que, assim, se torna a voz do vício. Pode dizer-nos algo como: "Você teve um dia duro. Merece um agrado. Por que se negar o único prazer que lhe resta na vida?" E, assim, se nos identificarmos com a voz interior por causa da falta de consciência, nos veremos caminhando para a geladeira e pegando uma bela torta de chocolate. Em outras ocasiões, o vício pode superar completamente nossos pensamentos e, de repente, talvez estejamos fumando um cigarro ou segurando um copo de bebida. "Como é que isso veio parar na minha mão?" Tirar o cigarro do maço e acendê-lo ou servir-se de uma bebida foram atos executados em total inconsciência.

Se você tem um padrão de comportamento compulsivo, como fumar, comer em excesso, beber, ver televisão, ficar muitas horas conectado à internet ou qualquer outra coisa do gênero, pense em fazer o seguinte: quando observar a necessidade compulsiva despontar dentro de si, pare e respire conscientemente três vezes. Isso desperta a consciência. Então, por alguns minutos, tome consciência dessa ansiedade como um campo energético no seu interior. Sinta de modo consciente essa necessidade física ou mental que o leva a querer ingerir algo, consumir determinada substância ou adotar uma forma de comportamento compulsivo. Em seguida, respire conscientemente algumas vezes. Depois, poderá descobrir que a urgência compulsiva desapareceu - pelo menos dessa vez. Ou que ela ainda o domina, e tudo o que lhe resta é agir sob seu comando de novo. Nesse caso, porém, não faça disso um problema. Torne o vício parte da sua prática de consciência, seguindo as instruções que acabei de fornecer. À medida que a consciência for aumentando, os padrões de dependência começarão a se enfraquecer e acabarão por se dissipar. Lembre-se, contudo, de estar atento a todos os pensamentos que justificam o comportamento exigido pelo vício, algumas vezes com argumentos inteligentes. Pergunte-se: "Quem está dizendo isto?" E perceberá que é o vício. Uma vez que você saiba disso, que esteja presente como observador da sua mente, serão menores as probabilidades de que ele o engane para que atenda sua vontade.

Fonte: Um Novo Mundo - O despertar de uma nova consciência
           Eckhart Tolle

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Duplo Etérico

"O duplo etérico não é exclusivo dos seres humanos. Ele é uma energia que pode ser vista facilmente, até mesmo através de uma máquina, no chamado "efeito Kirlian". Duplo etérico não é aura. Aura a pessoa não vê, a não ser que ela tenha despertado o estado de consciência espiritual. A aura é também um veículo de autoconscientização. Só os Mestres treinados a sentir e intuir é que podem vê-la. Outra pessoa vê, no máximo, algo que é uma ilusão de ótica. Muitos vêem uma luminosidade nas tumbas, nos cemitérios. É o duplo etérico desprendendo-se do corpo. Eles pensam que é a alma da pessoa, uma luz, e na verdade é o duplo etérico e nada mais.

O duplo etérico é um elo que existe entre o corpo astral e a aura da saúde. Quando o Mestre aconselha ao discípulo utilizar-se da naturopatia, mesmo que ele não esteja sentido nada fisicamente, é porque viu alguma mancha nessa aura da saúde, relacionada a algum órgão que ficará doente. Então desaparece a mancha e o perigo da doença. Atrás da aura da saúde existe a aura espiritual. Todos esses veículos estão presentes na manifestação.

Temos constantemente o duplo etérico, e o sentimos como energia. Quando dormimos ele se afasta e quando meditamos essa energia deve ser afastada totalmente. Caso contrário podemos estar com inquietação, teremos todos os pensamentos ativados e a meditação não será profunda nem verdadeira. O duplo etérico pode ser afastado conscientemente quando se medita, e quando se está profundamente em meditação, em paz, em completo relaxamento, o duplo etérico afasta-se totalmente. Então a respiração se reduz ao mínimo. Isso significa que sem a energia Kundalini pode-se meditar, e nesse momento os chacras estão todos abertos. Eles brilham e se abrem como pétalas. Eles giram em círculos concêntricos, não só numa direção, mas em vários pontos. Deslocam-se para a frente, para trás, para os lados.

Além do duplo etérico existe a matriz, isto é, o corpo astral, do qual o corpo físico é uma cópia. Todos são veículos de conscientização espiritual. Alguns textos primários de Yoga dizem que possuímos sete corpos, de chacras, de auras, de pétalas. Tudo isso é manifestação ainda. E nesses corpos, chacras e auras se reflete o divino sempre. Não somos os chacras, os vários corpos, nem o micro nem o macrocosmo. Somos o Ser que manifesta tudo isso..."

Fonte: Ser
           Sri Maha Krishna Swami

“Quando cantei o bhajan "Manasa Bhajare ...", chamei todos os que sofrem na roda interminável de nascimento e morte a adorar os pés do Guru, o Guru que estava anunciando a Si mesmo, que havia retornado para tomar sobre Si o fardo daqueles que encontram refúgio Nele. Essa foi a Minha primeira mensagem para a humanidade! Eu disse: 'venere em sua mente '. Eu não preciso de suas flores e frutas que você compra por um preço pequeno. Elas não são realmente suas. Dê-Me algo que é seu, algo que é limpo, perfumado com a fragrância da virtude e da inocência, lavado em lágrimas de arrependimento. Guirlandas, frutas, etc. são uma exibição de sua devoção. Alguns podem pagar, os pobres lamentam-se que não podem. Instale o Senhor em seu coração e ofereça-Lhe os frutos de suas ações e as flores de seus pensamentos e sentimentos mais íntimos. Essa é a adoração e a expressão da devoção que Deus mais gosta!”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

"Aquele que, por meio do verdadeiro conhecimento, obtém a autolibertação está livre da escravidão dos sentidos e cortou todos os laços mundanos. Removeu todas as tentações e renunciou a todos os desejos. Age prudentemente em todas as circunstâncias, seja na infelicidade ou na felicidade. Jamais parece orgulhoso ou deprimido e é indiferente ao elogio ou à censura. Nenhum desejo, com suas armadilhas, consegue desviá-lo, pois medita e é prudente em suas ações e sabe que os prazeres causam sofrimentos inúteis. Nunca se ofende. Segue a Lei Suprema e não tem nenhuma afeição terrestre. É paciente, firme em seus propósitos. Está livre da cólera. É cumpridor dos deveres. É virtuoso, sem ambições. Não se apega aos prazeres do corpo e sabe o fim de seu próprio sofrimento. Possui sabedoria e distingue entre as ações certas e erradas. É tolerante com o intolerante, suave com o violento e livre da avareza com os avarentos. Aniquilou completamente o ódio, o orgulho e a hipocrisia. É correto no falar, no vestir, no andar. Não nutre desejos, não tem inclinações e eleva-se acima do bem e do mal. Está livre dos prazeres, da impureza e é sereno, impertubável, livre de vaidades. Deixou toda escravidão dos homens, pois é indiferente ao que dá prazer ou sofrimento. Chegou ao fim dos nascimentos e mortes porque vive em plenitude de Conhecimento Universal."

Fonte: Verdade Suprema - Maha Yoga
            Sri Maha Krishna Swami


“Instale um receptor de rádio, selecione o comprimento de onda da estação que você se propõe a ouvir e ajuste-o corretamente para esse comprimento de onda. Então você ouvirá o programa de rádio alto e claro, não é? Seu ouvido lhe dirá a precisão com que sintonizou. Semelhante a isso, você deve envolver-se em um curso de disciplina espiritual. Escolha qualquer mantra ou oração ao Senhor que lhe agrade. Medite sobre isso e repita-o continuamente com cuidado preciso e atenção constante; entre em sintonia com a voz de Deus dentro de você. Não preste atenção aos obstáculos que surgem no caminho, sob a forma de sátira e crítica que as pessoas ao seu redor fazem livremente. Elas podem ser especialistas apenas em trivialidades de curta duração da vida social ou do prazer sensual. Persista em suas práticas - sua própria experiência lhe dirá a validade e o valor dessa experiência!”
Sathya Sai Baba

domingo, 20 de janeiro de 2013


“O silêncio que você mantém em templos e congregações devocionais deve ser transferido para onde quer que você vá. Deve ser recebido como um exercício de controle dos sentidos. Sentidos são sempre orientados para o exterior. A língua não deve falar mal. Os olhos não devem olhar para o mal. Os ouvidos não devem procurar o mal. A presença de Deus em cada ser torna todos santos. Pensar mal sobre os outros equivale a pensar mal sobre Deus. Você deve sempre cultivar o sentimento de que Deus é o Pai, e todos ao seu redor são irmãos e irmãs. Essa fraternidade é mais real e vinculativa que a irmandade de sangue, pois aqui a propriedade paterna pela qual você luta pode ser compartilhada sem que a parte do outro seja diminuída de alguma forma. Poornasya Poornamaadaaya Poomamevaavasishyate - Quando o Todo é subtraído do Todo, o que resta ainda é o Todo!”
Sathya Sai Baba

sábado, 19 de janeiro de 2013

O pato com mente humana

"Em O Poder do Agora, citei minha observação de que dois patos, depois de um confronto, que nunca demora muito, separam-se e afastam-se em direções opostas. Em seguida, cada um deles bate as asas vigorosamente algumas vezes, liberando assim o excesso de energia acumulada durante a luta. Depois disso, eles nadam em paz, como se nada tivesse acontecido.

Se o pato tivesse a mente de um ser humano, ele conservaria  a luta viva no pensamento por meio de uma história. Provavelmente, ela seria assim: "Não acredito no que ele acabou de fazer. Ele chegou a poucos centímetros de mim. Pensa que é o dono do lago. Não tem consideração pelo meu espaço privado. Nunca mais vou confiar nele. Da próxima vez, ele vai fazer a mesma coisa só para me aborrecer. Tenho certeza de que já está tramando alguma coisa. Mas não vou suportar isso de novo. Vou ensinar a ele uma lição de que não vai se esquecer". Dessa forma, a mente cria suas histórias, uma atrás da outra, e continua pensando e falando sobre elas durante dias, meses ou anos. No que diz respeito ao corpo, a luta continua. E a energia que ela produz em resposta a todos esses pensamentos são as emoções, que, por sua vez, suscitam mais pensamentos. Isso se torna o pensamento emocional do ego. Podemos imaginar quanto a vida do pato se tornaria problemática se a mente dele fosse humana. Todavia, é assim que a maioria das pessoas vive na maior parte do tempo. Nenhuma situação, nenhum acontecimento, jamais termina de verdade. A mente e o "eu e minha história", criado pela própria mente, se encarregam de dar continuidade ao processo.

Nós somos uma espécie que tomou o caminho errado. Tudo o que é natural, todas as flores e árvores, assim como todos os animais, teriam importantes lições a nos dar se parássemos, olhássemos e escutássemos. A lição do pato é a seguinte: bata suas asas - isto é, "deixe a história pra lá" - e retorne para o único lugar importante: o momento presente.

Fonte: Um Novo Mundo - O despertar de uma nova consciência
           Eckhart Tolle

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013


“Aceite os altos e baixos da vida como naturais. Eles são incidentais ao mundo de misturas e ingredientes. Quando uma folha de bananeira é mantida vazia, ela tende a elevar-se no vento e voar. Mas, quando você serve comidas sobre ela, o alimento e a folha permanecem inabaláveis. Da mesma maneira, preencha sua mente e coração com as virtudes de fé, disciplina constante, devoção, desapego e equanimidade - esses são itens do cardápio espiritual. Então você não afundará com cada golpe. Quando você tiver atingido a verdadeira sabedoria, você descobrirá que a boa fortuna não deve ser regozijada, nem sofrer pela má sorte. Um herói trata ambas com despreocupação igual. Dor e Ganho são brisas e tempestades que não afetam as profundezas do oceano da bem-aventurança no coração de um verdadeiro devoto.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

É MESMO?

"O mestre zen Hakuin morava numa cidade no interior do Japão. Altamente estimado e respeitado, era procurado por muitas pessoas que buscavam orientação espiritual. Então aconteceu que a filha adolescente do seu vizinho apareceu grávida. Quando os pais da moça, tomados de ira e revolta, a interrogaram sobre a identidade do pai da criança, ela acabou dizendo que era Hakuin. Transtornados de raiva, eles foram correndo até o mestre zen e, entre gritos e acusações, contaram-lhe que a filha havia confessado que ele a engravidara. Tudo o que ele disse foi:
- É mesmo?
As notícias sobre o escândalo espalharam-se por toda a cidade e fora dela. O mestre perdeu sua reputação. Isso não o preocupou. As pessoas deixaram de procurá-lo. Ele não se importou com isso também. Quando a criança nasceu, os avós a levaram para Hakuin.
- Você é o pai, então cuide dela.
O mestre cuidou do bebê com o maior carinho. Um ano depois, a mãe, consumida pelo remorso, confessou aos pais que o verdadeiro pai da criança era o rapaz que trabalhava no açougue. Profundamente constrangidos, eles foram procurar Hakuin para se desculpar e pedir seu perdão.
- Sentimos muito. Viemos buscar o bebê. Nossa filha confessou que você não é o pai dele.
-É mesmo? - o mestre se limitou a dizer enquanto lhes entregava a criança.
Hakuin responde à falsidade e à verdade, à boa e à má notícia, exatamente da mesma maneira: "É mesmo?" Ele permite que a forma do momento, positiva ou negativa, seja como ela é e, assim, não se torna um participante do drama humano. Para Hakuin, existe apenas o momento, que sempre é como é. Os acontecimentos não são personalizados. Ele não é vítima de ninguém. Dessa maneira, alcança tal unicidade com o que acontece que os eventos deixam de ter poder sobre ele. Somente quando resistimos ao que ocorre é que ficamos à mercê dos acontecimentos e o mundo determina nossa felicidade ou infelicidade.
O bebê foi cuidado com muito carinho. O mal converteu-se no bem por meio do poder da não-resistência. Sempre respondendo ao que o momento presente requer, Hakuin deixou o bebê ir quando chegou a hora de fazer isso.
Imagine rapidamente como o ego teria reagido durante os vários estágios desse acontecimento."

Fonte: Um novo mundo - O despertar de uma nova consciência
           Eckhart Tolle

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013


“Somente o puro Amor pode realizar com sucesso projetos de serviço e bem-estar. O Amor cria simpatia; o Amor mostrará o caminho onde o ódio cria complexidades. Quando uma criança está aprendendo a andar, o Amor não colocará qualquer obstáculo no caminho. Ao contrário, incentivará, acolhendo cada passo em frente e ignorando cada queda. Infelizmente, muitos empreendimentos são improdutivos por causa de duras críticas e calúnias maliciosas. Obras nobres devem ser executadas com muito Amor. Somente a verdadeira devoção pode transformar o coração das pessoas e levá-las ao caminho da Verdade e Retidão. Qualquer traço de ambição pelo ganho degrada o Amor. É por isso que uma criança é toda Amor, pois não tem apego pelos bens do mundo.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

"Não há esforço perdido como o ódio; não há dor como a do corpo físico; não há felicidade fora do estado de bem-aventurança."

Fonte: Verdade Suprema
           Sri Maha Krishna Swami

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

O Monge com as palmas das mãos suadas

Kasan, um mestre e monge zen, ia oficiar o funeral de um nobre famoso. Enquanto esperava pela chegada do governador da província e de outros senhores e senhoras, percebeu que estava com as palmas das mãos suadas.
No dia seguinte, ele reuniu seus discípulos e confessou que não estava pronto para ser um professor de verdade. Explicou-lhes que ainda não conseguia adotar o mesmo tipo de comportamento diante de todos os seres humanos, fosse a pessoa um mendigo ou um rei. Não era capaz de considerar os papéis sociais e as identidades conceituais e ver a igualdade do ser em todos os indivíduos. Depois, ele partiu e se tornou um aprendiz de outro mestre. Oito anos mais tarde, retornou iluminado à companhia de seus antigos discípulos.

Fonte: Um Novo Mundo - O Despertar de uma Nova Consciência
           Eckhart Tolle

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

PALAVRAS DE SABEDORIA


O mundo não é bom nem mau; cada homem constrói seu próprio mundo. Um cego pensa num mundo duro ou macio, frio ou quente. Somos uma mistura de felicidade e sofrimento, como já tivemos ocasião de comprovar centenas de vezes em nossa vida. Em geral os jovens são otimistas e os velhos, pessimistas. Os jovens têm a vida diante de si, os velhos queixam-se de que seu tempo já passou; centenas de desejos insatisfeitos debatem-se em seus corações. A vida é boa ou má de acordo com o estado de espírito com que a contemplamos. Em si mesma, não é nada. O fogo, em si mesmo, não é bom nem mau. Quando somos aquecidos por ele, dizemos: “Como é lindo o fogo!”Ao queimar-nos os dedos, nós o condenamos. De acordo com o uso que fazemos dele, ele nos causa uma sensação boa ou má. O mesmo se dá com o mundo.

Vivekananda

A ILUMINAÇÃO


A iluminação é o fruto da autopesquisa. O silenciar dos desejos é o fruto da iluminação. A paz é o fruto da auto-realização espiritual ainda em vida. Esse, em verdade, é o fruto do silenciar dos desejos.
Enquanto o último fruto não for atingido, o interior não fortificou, pois a libertação é o supremo contentamento e a incomparável alegria do eu universal.
O ser não perturbado pelos prazeres do mundo manifestado é fruto reconhecido da sabedoria, pois, depois que se obteve o discernimento, não mais praticará o homem as reprováveis ações do tempo em que estava envolto na grande ilusão do mundo.
Estar liberto do irreal é o fruto da sabedoria, como o fruto da ignorância é ser presa do irreal. Se não for esta a distinção entre o sábio e o ignorante, como não reconhecimento da miragem, qual será então a recompensa do sábio?
Quando for destruído o laço que prende o coração à ignorância sem se deixar vestígios, a presença dos objetos não mais constituirá obstáculo para aquele que é sem desejo. Quando nenhuma imagem dinâmica surge em presença dos objetos de desejo, existe, então, a perfeita libertação.
Quando não brota mais o sentimento do eu pessoal, então, existe a perfeita iluminação. Quando o eu pessoal é dissolvido no Ser Eterno, existe, então, o perfeito silêncio.
Rico e merecedor das honras é aquele que, permanecendo eternamente na natureza do Eterno, está liberto em seu espírito da tirania dos objetos exteriores, pois ele é como uma criança adormecida que não dá atenção aos brinquedos que atraem as demais crianças.
Aquele que vê este mundo como um mundo de sonhos é aquele que colhe o fruto do Divino Ser.
O sábio permanece firme na sabedoria e sente a plenitude do Ser Universal, porque seu eu pessoal dissolveu-se no Eterno, sendo ele mesmo imutável e elevado acima da ação. Essa condição é chamada de sabedoria espiritual. É toda a consciência, sem sentimento de separatividade, profundamente mergulhada na unidade do Eterno e do eu universal.


Fonte: Planeta Especial
           Sri Maha Krishna Swami
   

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

UM EREMITA



“Um eremita, certa vez, encontrou a deusa da cólera na estrada, voltando de uma aldeia onde ela havia diminuído a população. Ele perguntou-lhe quantos ela tinha tomado em seu colo. Ela respondeu: "Apenas dez". Mas, verdadeiramente falando, foram cem vítimas. Ela explicou: "Eu matei apenas dez; o resto morreu de medo!" O homem é Atmaswarupa (Eu encarnado), isto é, Abhayaswarupa (Ausência de medo encarnado). Se você apenas conhecer sua verdadeira natureza, você não dará qualquer espaço para fraqueza ou covardia. Esse é o objetivo principal da cultura - cultivar calma mental e coragem, fazer todos sentirem parentesco com todos os outros. Você nasce com o choro "Koham" (quem sou eu?) em seus lábios; quando partir, você deve ter a afirmação "Soham" (Eu sou Ele) em seu rosto sorridente. ”
Sathya Sai Baba


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"Não temam a dor. Renunciem a ela. Alerta! Vocês não são a roupa nem o corpo que a veste. Acordem, vocês são o Ser Divino. Se os pássaros cantam ao alvorecer e ao pôr-do-sol é porque já encontraram o seu som sagrado. Descubram o seu. Repitam o som sagrado do Divino Ser a cada respiração".
 - Sri Maha Krishna Swami

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013



har har mahadev 
*आप सुख समृद्धिवान हों, कीर्तिवान हों, यशवान हों, आयुष्मान हों, स्वस्थ्य रहें, आपके जीवन का हर पल खुशियों से भरपूर रहे, जीवन के प्रत्येक क्षण आप प्रगति के पथ पर अग्रसर रहें l 
*आपका जीवन अष्टलक्ष्मी की पूर्णता प्राप्त करे और आपको आपके अराध्य देव का अनुग्रह सदैव मिलता रहे -



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O verdadeiro amor só surge quando todos os apegos a indivíduos, objetos e interesses pessoais desaparecem. (Ammachi)