terça-feira, 25 de dezembro de 2012


Pensamento para o Dia 25/12/2012
“Manifestações do Amor Divino! Em todas as religiões e países, aniversários de grandes personalidades são comemorados, mas os ideais pelos quais eles viveram não são lembrados e seguidos. Isso transforma as celebrações em observâncias artificiais. Cristo ensinou as pessoas a amar todos os seres e a servir a todos com compaixão. É somente por praticar estes ideais que se pode verdadeiramente comemorar o aniversário de Jesus Cristo. A Divindade interior deve ser refletida em todas as suas ações. A sede da Verdade está em seu coração. Adorar a Deus significa amar os outros com o coração pleno. Você deve viver em amor e levar uma vida de serviço altruísta baseada no amor. Essa é a melhor maneira de celebrar o nascimento de Jesus Cristo.”
Sathya Sai Baba

sábado, 22 de dezembro de 2012

O CRISTO DO AMOR DIVINO




















A todo instante nasce Jesus no coração de cada ser,
No lado direito do peito.
Ele é a Luz, a Consciência Absoluta que vem à tona.
Ele é a verdadeira vida, a Força Suprema que se reflete
Em todos os seres do universo.

Ele é o Supremo Ser, que com sua força infinita
Vem iluminar o mundo nesta época de inconsciência espiritual,
Para que todos recobrem a consciência do divino,
Para que todos possam integrar-se na vida do Cristo
De todos os tempos, na luz infinita da Verdade
Suprema, na força absoluta do Ser,
Na força de todos os Mestres.

Ele é o Cristo dos oprimidos, dos que têm fome e
Sede de justiça, dos que sofrem perseguições,
Dos esgotados pelos ciclos de sofrimentos.
O Cristo dos mansos de coração, o Cristo dos sábios
E dos ignorantes. Ele é o Cristo das esperanças,
O Cristo dos simples, dos justos, dos compassivos,
Dos limpos de coração. O Cristo dos pacificadores,
O Cristo da justiça divina.

Ele é o Cristo das crianças, da felicidade perfeita,
Do amor divino, dos Maha Devas.
O Cristo que nasce na estrebaria,
O Cristo da humilde carpintaria,
O Cristo de José e de Maria.

Ele é o Cristo das semeaduras e das colheitas,
O Cristo do Reino Supremo, do caminho direto,
Da intuição pura. O Cristo da meditação iniciática.
Da devoção que enternece, do pão que nutre e sacia.
Ele é o Cristo dos que resplandecem como o Sol,
O Cristo dos apóstolos, das bem-aventuranças
O Cristo dos pescadores, do mar profundo,
O Cristo das ovelhas e dos pastores.

Ele é o Cristo de João Batista, de São Francisco.
O Cristo vivo de Simão Pedro,
O Cristo da Comunidade Perfeita.
O Cristo cósmico, dos Maha Yogues,
O Cristo da Luz, do Caminho,
Da Verdade Suprema.

Fonte: Maha Gita Purusham do Bem-Aventurado
           Sri Maha Krishna Swami

sábado, 8 de dezembro de 2012

A ACEITAÇÃO

Embora possamos não gostar de fazer determinadas coisas, precisamos ao menos aceitar que temos de executá-las. Aceitação significa o seguinte: por enquanto, o que esta situação, este momento, requer de mim é isto, então eu faço de boa vontade. Já tratei da importância da aceitação interior do que acontece - e a aceitação do que devemos fazer é apenas outro aspecto disso. Por exemplo, provavelmente você não vai gostar de trocar um pneu à noite num lugar deserto e em plena chuva, e muito menos ficará entusiasmado com essa ideia. No entanto, pode se resignar a aceitar esse fato. Praticarmos uma ação no estado de aceitação é estarmos em paz enquanto a realizamos. Essa paz é uma vibração energética sutil que, em seguida, se transfere para o que estamos fazendo. Na superfície, a aceitação parece um estado passivo, entretanto ela é ativa e criativa porque traz algo novo ao mundo. Essa paz, essa vibração energética sutil, é a consciência. E uma de suas maneiras de se revelar é através da ação abnegada, que é um aspecto da aceitação.

Caso você não consiga encontrar prazer no que vai fazer nem aceitar que deve executar isso - pare. Caso contrário, não estará  assumindo a responsabilidade pela única coisa pela qual pode de fato se responsabilizar e que também é algo que importa de verdade: seu estado de consciência. E, se você não assume a responsabilidade pelo seu estado de consciência, não assume a responsabilidade pela vida.



Fonte: UM NOVO MUNDO - O DESPERTAR DE UMA NOVA CONSCIÊNCIA.
Eckhart Tolle 

sábado, 10 de novembro de 2012


Entrevista com o Dr. Jorge Carvajal

 
 


Qual adoece primeiro: o corpo ou a alma?
A alma não pode adoecer, a alma evolui, aprende. Na realidade, boa parte das enfermidades são exatamente o contrário: são a resistência do corpo emocional e mental à alma. Quando nossa personalidade resiste aos desígnios da alma, adoecemos.

A Saúde e as Emoções.

Há emoções prejudiciais à saúde? Quais são as que mais nos prejudicam?
70 por cento das enfermidades do ser humano vêm do campo da consciência emocional. As doenças muitas vezes procedem de emoções não processadas, não expressadas, reprimidas. O medo,  é a grande enfermidade, o denominador comum de boa parte das enfermidades que temos hoje. Quando o temor se congela, afeta a energia vital, e pode converter-se em pânico.

Então nos fazemos de fortes e descuidamos de nossa saúde?
De heróis os cemitérios estão cheios. Tens que cuidar de ti. Tens teus limites, não vás além. Tens que reconhecer quais são os teus limites e superá-los, pois, se não os reconheceres, vais destruir teu corpo.

Como é que a raiva nos afeta?
A raiva é santa, é sagrada, é uma emoção positiva, porque te leva à auto-afirmação, à busca do teu território, a defender o que é teu, o que é justo. Porém, quando a raiva se torna irritabilidade, agressividade, ressentimento, ódio, ela se volta contra ti e afeta o fígado, a digestão, o sistema imunológico.

Então a alegria, ao contrário, nos ajuda a permanecer saudáveis?
A alegria é a mais bela das emoções, porque é a emoção da inocência, do coração e é a mais curativa de todas, porque não é contrária a nenhuma outra. Um pouquinho de tristeza com alegria escreve poemas. A alegria com medo leva-nos a contextualizar o medo e a não lhe darmos tanta importância.

A alegria acalma os ânimos?
Sim, a alegria suaviza todas as outras emoções, porque nos permite processá-las a partir da inocência. A alegria põe as outras emoções em contato com o coração e dá-lhes um sentido ascendente. Canaliza-as para que cheguem ao mundo da mente.

E a tristeza?
A tristeza é um sentimento que pode te levar à depressão quando te deixas envolver por ela e não a expressas, porém ela também pode te ajudar. A tristeza te leva a contatares contigo mesmo e a restaurares o controle interno. Todas as emoções negativas têm seu próprio aspecto positivo.Tornamo-las negativas quando as reprimimos.

Convém aceitarmos essas emoções que consideramos negativas como parte de nós mesmos?
Como parte para transformá-las, ou seja, quando se aceitam, fluem, e já não se estancam e podem se transmutar. Temos de as canalizar para que cheguem à cabeça a partir do coração. Que difícil! Sim, é muito difícil. Realmente as emoções básica são o amor e o medo (que é ausência de amor), de modo que tudo que existe é amor, por excesso ou deficiência. Construtivo ou destrutivo. Porque também existe o amor que se aferra, o amor que superprotege, o amor tóxico, destrutivo.

Como prevenir a enfermidade?
Somos criadores, portanto creio que a melhor forma é criarmos saúde. E, se criarmos saúde, não teremos que prevenir nem combater a enfermidade, porque seremos saúde.

E se aparecer a doença?
Teremos, pois, de aceitá-la, porque somos humanos. Krishnamurti também adoeceu de um câncer de pâncreas e ele não era alguém que levasse uma vida desregrada. Muita gente espiritualmente muito valiosa já adoeceu. Devemos explicar isso para aqueles que crêem que adoecer é fracassar.
O fracasso e o êxito são dois mestres e nada mais. E, quando tu és o aprendiz, tens que aceitar e incorporar a lição da enfermidade em tua vida... Cada vez mais as pessoas sofrem de ansiedade. A ansiedade é um sentimento de vazio, que às vezes se torna um oco no estômago, uma sensação de falta de ar. É um vazio existencial que surge quando buscamos fora em vez de buscarmos dentro. Surge quando buscamos nos acontecimentos externos, quando buscamos muleta, apoios externos, quando não temos a solidez da busca interior. Se não aceitarmos a solidão e não nos tornarmos nossa própria companhia, sentiremos esse vazio e tentaremos preenchê-lo com coisas e posses. Porém, como não pode ser preenchido de coisas, cada vez mais o vazio aumenta.

Então, o que podemos fazer para nos libertarmos dessa angústia?
Não podemos fazer passar a angústia comendo chocolate ou com mais calorias, ou buscando um príncipe fora. Só passa a angústia quando entras em teu interior, te aceitas como és e te reconcilias contigo mesmo. A angústia vem de que não somos o que queremos ser, muito menos o que somos, de modo que ficamos no "deveria ser", e não somos nem uma coisa nem outra. O stress é outro dos males de nossa época. O stress vem da competitividade, de que quero ser perfeito, quero ser melhor, quero ter uma aparência que não é minha, quero imitar. E realmente só podes competir quando decides ser um competidor de ti mesmo, ou seja, quando queres ser único, original, autêntico e não uma fotocópia de ninguém. O stress destrutivo prejudica o sistema imunológico. Porém, um bom stress é uma maravilha, porque te permite estar alerta e desperto nas crises e poder aproveitá-las como oportunidades para emergir a um novo nível de consciê ncia.

O que nos recomendaria para nos sentirmos melhor com nós mesmos?
A solidão. Estar consigo mesmo todos os dias é maravilhoso. Passar 20 minutos consigo mesmo é o começo da meditação, é estender uma ponte para a verdadeira saúde, é aceder o altar interior, o ser interior. Minha recomendação é que a gente ponha o relógio para despertar 20 minutos antes, para não tomar o tempo de nossas ocupações. Se dedicares, não o tempo que te sobra, mas esses primeiros minutos da manhã, quando estás rejuvenescido e descansado, para meditar, essa pausa vai te recarregar, porque na pausa habita o potencial da alma.

O que é para você a felicidade?
É a essência da vida. É o próprio sentido da vida. Estamos aqui para sermos felizes, não para outra coisa. Porém, felicidade não é prazer, é integridade. Quando todos os sentidos se consagram ao ser, podemos ser felizes. Somos felizes quando cremos em nós mesmos, quando confiamos em nós, quando nos empenhamos transpessoalmente a um nível que transcende o pequeno eu ou o pequeno ego. Somos felizes quando temos um sentido que vai mais além da vida cotidiana, quando não adiamos a vida, quando não nos alienamos de nós mesmos, quando estamos em paz e a salvo com a vida e com nossa consciência. Viver o Presente.

É importante viver no presente? Como conseguir?
Deixamos ir-se o passado e não hipotecamos a vida às expectativas do futuro quando nos ancoramos no ser e não no ter, ou a algo ou alguém fora. Eu digo que a felicidade tem a ver com a realização, e esta com a capacidade de habitarmos a realidade. E viver em realidade é sairmos do mundo da confusão.

Na sua opinião, estamos tão confusos assim?
Temos três ilusões enormes que nos confundem:
Primeiro:  cremos que somos um corpo e não uma alma, quando o corpo é o instrumento da vida e se acaba com a morte.
Segundo:  cremos que o sentido da vida é o prazer, porém com mais prazer não há mais felicidade, senão mais dependência... Prazer e felicidade não são o mesmo. Há que se consagrar o prazer à vida e não a vida ao prazer.
Terceiro:  ilusão é o poder; desejamos o poder infinito de viver no mundo. E do que realmente necessitamos para viver? Será de amor, por acaso?
O amor, tão trazido e tão levado, e tão caluniado, é uma força renovadora. O amor é magnífico porque cria coesão. No amor tudo está vivo, como um rio que se renova a si mesmo. No amor a gente sempre pode renovar-se, porque ordena tudo. No amor não há usurpação, não há transferência, não há medo, não há ressentimento, porque quando tu te ordenas, porque vives o amor, cada coisa ocupa o seu lugar, e então se restaura a harmonia. Agora, pela perspectiva humana, nós o assimilamos com a fraqueza, porém o amor não é fraco.
Enfraquece-nos quando entendemos que alguém a quem amamos não nos ama. Há uma grande confusão na nossa cultura. Cremos que sofremos por amor, porém não é por amor, é por paixão, que é uma variação do apego. O que habitualmente chamamos de amor é uma droga. Tal qual se depende da cocaína, da maconha ou da morfina, também se depende da paixão. É uma muleta para apoiar-se, em vez de levar alguém no meu coração para libertá-
lo e libertar-me. O verdadeiro amor tem uma essência fundamental que é a liberdade, e sempre conduz à liberdade. Mas às vezes nos sentimos atados a um amor. Se o amor conduz à dependência é Eros. Eros é um fósforo, e quando o acendes ele se consome rapidamente em dois minutos e já te queima o dedo. Há amores que são assim, pura chispa. Embora essa chispa possa servir para acender a lenha do verdadeiro amor. Quando a lenha está acesa, produz fogo. Esse é o amor impessoal, que produz luz e calor .
Pode nos dar algum conselho para alcançarmos o amor verdadeiro?
Somente a verdade. Confia na verdade; não tens que ser como a princesa dos sonhos do outro, não tens que ser nem mais nem menos do que és. Tens um direito sagrado, que é o direito de errar; tens outro, que é o direito de perdoar, porque o erro é teu mestre. Ama-te, sê sincero contigo mesmo e leva-te em consideração. Se tu não te queres, não vais encontrar ninguém que possa te querer. Amor produz amor. Se te amas, vais encontrar amor. Se não, vazio. Porém nunca busques migalhas, isso é indigno de ti. A chave então é amar-se a si mesmo. E ao próximo como a ti mesmo. Se não te amas a ti, não amas a Deus, nem a teu filho, porque estás apenas te apegando, estás condicionando o outro. Aceita-te como és; não podemos transformar o que não aceitamos, e a vida é uma corrente permanente de transformações.
 
 
 

"Nem sempre podemos mudar as circunstâncias mas, sempre podemos mudar nossas atitudes em relação a elas."
 


 

domingo, 14 de outubro de 2012

O BUDA ETERNO

Homens crêem que Buda nasceu como Príncipe e que como monge mendicante trilhou o árduo caminho da Iluminação. Não obstante esta longa preparação, Buda sempre existiu neste mundo, que não tem nem princípio nem fim.

Como Buda Eterno, Ele conhece a natureza dos homens e procura salvá-los, usando de todos os meios.

Não há falsidade no Dharma Eterno pois Buda conhece todas as coisas do mundo como elas são e as ensina a todos seres.

É difícil conhecer o mundo como ele é verdadeiramente pois, embora pareça real, ele não o é e embora pareça falso, ele também não o é. Os tolos não podem conhecer a verdade a respeito do mundo. 

Somente Buda conhece, verdadeira e completamente, o mundo como ele é. Ele o mostra, nunca dizendo que ele é real ou falso, que é bom ou mau.

O que Buda ensina é precisamente isto: que todos os seres devem cultivar as raízes da virtude, de acordo com suas naturezas, atos ou crenças. Este ensinamento transcende a toda afirmação ou negação a respeito deste mundo.

Buda ensina não só através de palavras, como também através de sua vida. Embora sua vida seja infindável,   
Ele usa o artifício do nascimento e da morte, para ensinar os seres que cobiçam a vida eterna e para despertar-lhes a atenção.

Vejamos outras parábola, " Estando certo médico ausente de casa, seus filhos acidentalmente ingeriram veneno. Quando retornou, diagnosticou o mal e ministrou-lhes um antídoto. Alguns dos filhos levemente intoxicados, reagiram bem ao remédio e se curaram, outros entretanto, gravemente afetados, recusaram-se a tomar a medicação."

"O médico impelido por seu amor paternal decidiu usar um método extremo para curá-los. Disse ele aos filhos: 'Devo empreender uma longa viagem. Estou velho e morrerei um dia. Se fico aqui, posso cuidar de vocês, mas se morrer, vocês piorarão cada vez mais. Se tiverem notícia de minha morte, eu os imploro para que tomem o antídoto e se curem deste veneno sutil.` Dito isso, encetou viagem. Passados uns dias, ele enviou um mensageiro para comunicar-lhes sua morte.

"Recebida a mensagem, os filhos ficaram profundamente chocados com a morte do pai e com a imaginação de que não mais poderiam desfrutar de seus diligentes cuidados. Lembrando-se das palavras paternas e com um sentimento de tristeza e abandono, tomaram o antídoto e se recuperaram."

Não se deve condenar a mentira deste pai médico pois Buda é como este pai: Ele também usa  alegoria da vida e da morte para salvar os homens que se vêem escravizados pelos desejos.


Fonte: A Doutrina de Buda
BUKKYÕ DENDÕ KYÕKAI



sábado, 8 de setembro de 2012

VIDA E MORTE


Ensinamento de Meishu Sama:










Para o ser humano, não existe questão mais séria do que a morte. Nada, portanto, poderia proporcionar-lhe maior alegria do que uma explanação da questão. Na Europa, espiritualistas como Sir Oliver Lodge e Maeterlinck se dedicaram ao estudo da vida após a morte e publicaram vários livros a respeito. Eu vou escrever sobre o assunto com base nos resultados que obtive ao pesquisar os fenômenos espirituais relacionados com a morte.

Ao abandonar seu corpo físico que não pode mais ser utilizado, o espírito retorna ao mundo espiritual, onde reinicia uma nova vida. Primeiramente, vou descrever o que ocorre no momento da morte sob o ponto de vista espiritual. Geralmente, o espírito abandona o corpo físico saindo por um dos três seguintes pontos: a testa, o umbigo ou a ponta dos pés. O espírito purificado – isto é , aquele que acumulou virtudes praticando o bem durante sua vida terrena – sai pela testa. O espírito muito maculado, que acumulou nuvens em consequência de seus pecados e ações malignas, sai pelas pontas dos pés. O espírito médio sai pelo umbigo.

Uma enfermeira que tinha dons de clarividência descreveu da seguinte maneira a sua experiência com um moribundo. Este exemplo é ocidental: "Um dia, ao observar um paciente que estava morrendo, vi uma substância branca, semelhante a uma névoa, sair como um fio de sua testa. Essa substância espalhou-se lentamente pelo espaço formando uma grande massa irregular parecida com uma nuvem e esta, aos poucos, foi assumindo uma forma humana. Alguns minutos mais tarde essa nuvem transformou-se numa perfeita reprodução da figura do paciente, quando vivo. Ele ficou pairando durante algum tempo no ar a observar o seu próprio cadáver. A seguir olhou para seus parentes que choravam agarrados ao morto, como se quisesse mostrar-lhes que estava ali. Mas depois – certamente ao se dar conta de que se encontrava numa dimensão diferente – pareceu desistir da tentativa, pois dirigiu-se para a janela, pela qual saiu flutuando". Esse relato descreve perfeitamente o que ocorre no momento da morte.

No budismo, a palavra "morte" significa "o que vai nascer". Porque o que morre no mundo material, na verdade esta nascendo no mundo espiritual. Depois de passar para o mundo espiritual, onde vive durante um período que pode variar de alguns anos a dezenas, centenas ou mesmo milhares de anos, o ser humano renasce no mundo físico. Durante o curso de sua vida terrena, ou à medida que vai executando as suas tarefas, o homem acumula – de modo consciente ou inconsciente – impurezas e máculas em seu corpo espiritual. Quando as doenças ou a velhice deterioraram o seu corpo físico, impedindo-o de cumprir as suas tarefas, ele abandona o corpo e volta para o mundo espiritual.

Quando a alma ingressa no mundo espiritual, começa, geralmente, a ser purificada de suas máculas. Dependendo da quantidade de suas nuvens, ela viverá num plano mais alto ou mais baixo do mundo espiritual. A quantidade de máculas também irá determinar se o período de purificação será longo ou curto. Esse período pode variar de alguns poucos anos a centenas e milhares de anos. E quando o espírito está purificado até um certo grau, renasce por ordem de Deus.

Essa é a ordem normal, mas há exceções. Quando uma pessoa morre sentindo um forte apego a vida, muitas vezes reencarna antes de ter sido suficientemente purificada no mundo espiritual. Tais pessoas têm um destino infeliz, pois como ainda carregam muitas máculas e pecados de sua encarnação anterior, sofrem grandes purificações.

Há no mundo pessoas boas que são muito infelizes. Elas acumularam muitos pecados em suas vidas anteriores, mas no último momento de sua encarnação precedente, arrependeram-se e tomaram a firme decisão de nunca mais praticar o mal. Esse sentimento ficou gravado na alma, mas elas renasceram prematuramente, quando ainda não estavam suficientemente purificadas. Por isso, embora odeiem o mal e só pratiquem o bem, vivem em circunstâncias muito infelizes. Não obstante, após um período de infelicidade durante o qual dissipam pecados e máculas, elas podem tornar-se repentinamente felizes. Há muitos exemplos assim.

Há vários tipos de temores e fobias que as pessoas carregam consigo de uma vida para a outra. Há homens, por exemplo, que se orgulham de sua conduta irrepreensível, vangloriando-se de não conhecerem outra mulher além de sua esposa. Outros permanecem solteiros até o final de seus dias. Essas pessoas, na vida anterior, tiveram experiências muito desastrosas com mulheres e morreram receando o sexo oposto. E esse pensamento ficou gravado em sua alma.

Há pessoas que detestam ou temem certas aves, insetos ou animais, porque sua morte foi causada por eles. Outros têm medo da água, do fogo ou de lugares altos, porque morreram afogados, queimados ou em consequência de uma queda. Há indivíduos que temem aglomerações e evitam ir a lugares onde há muita gente reunida, porque morreram pisoteados em meio a uma multidão. Há outros que tem medo de ficarem sozinhos. Certa vez tratei de uma pessoa que tinha pavor de ficar sozinha em casa. Quando todos os membros de sua família saíam, ela sempre ficava esperando do lado de fora até que alguém voltasse. Essa pessoa, numa vida anterior, foi acometida de um mal agudo quando se encontrava sozinha e morreu antes que alguém pudesse acudir aos seus chamados. Esses exemplos nos mostram que devemos preparar o nosso espírito para poder passar ao mundo espiritual com tranquilidade, sem apegos ou temores.

Algumas pessoas nascem deformadas ou aleijadas porque morreram em consequência de fraturas nos braços ou nas pernas ao caírem de um lugar alto e renasceram antes de estarem completamente curadas. O renascimento prematuro pode ser causado não só pelo apego da própria pessoa, mas também pelo apego dos pais ou parentes. Quando uma mulher engravida logo após a morte de um bebe muito amado, este muitas vezes renasce prematuramente devido ao apego da mãe. Essas crianças, geralmente, não são felizes.

O ser humano já nasce sábio ou tolo. A razão está na diferença da idade espiritual, pois há almas velhas e almas novas. As almas velhas reencarnaram muitas vezes e adquiriram muita experiência no mundo material. As almas novas, ao contrário, nasceram no mundo espiritual numa época mais recente. Por isso carecem de experiência e são menos inteligentes. As almas novas nascem de um ato de procriação no mundo espiritual.

Quem já não passou pela experiência de sentir por uma pessoa a quem nunca havia visto antes, uma simpatia ou afinidade muito mais forte do que pelos próprios pais, filhos ou irmãos? É que essa pessoa já foi nossa parente próxima numa vida anterior, ou então com ela mantivemos relação muito íntima. Isto, no budismo, é chamado "Innen" (afinidade).

Há pessoas que durante uma viagem sentem tão intensa simpatia por uma determinada localidade, que ali gostariam de permanecer. São lugares em que viveram ou residiram durante muito tempo, numa existência anterior.

Quando entre um homem e uma mulher eclode uma paixão violenta que avança cegamente, é porque ambos se amaram profundamente numa vida anterior, mas não tiveram oportunidade de se unirem. Por isso, nesta vida, a relação assume a forma de uma paixão explosiva.

Também quando um indivíduo lê livros históricos e sente forte simpatia ou repulsa por certos episódios ou personagens, é porque viveu naquela época e teve alguma relação com os eventos descritos.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012


Mensagem do Mestre Akhenaton

Que a Luz Mística do Sol desça sobre vós, vitalize e faça renascer as flores do vosso jardim interno!

Que a Luz Mística do Sol faça surgir um nova primavera no vosso coração e em vossa mente para que as árvores internas da sabedoria novamente cresçam, estendam seus novos ramos, tragam novas folhas verdejantes, novas flores multicoloridas, e os frutos dos Sete Raios, os frutos do Caminho do Arco-Íris.

O chakra cardíaco, situado no centro do peito e tendo sua base física na glândula timo, é como um minúsculo sol irradiante que necessita diluir com sua Luz as nuvens negras dos pensamentos e das emoções negativas, das paixões e dos vícios para, deste modo, irradiar toda a sua força e para que seus raios, tanto internos como externos, façam com que o templo interno volte a ter a Luz Dourada do Sol Místico. Na grande maioria dos seres humanos, o chakra cardíaco está coberto de nuvens cinzentas, ou negras, e uma tempestade cai sobre ele. Tanto as nuvens como as tempestades são causadas por posturas erradas de pensar, agir, falar, sentir, e até de ouvir e pensar. Atraem outras nuvens negras e outras tempestades causadas por outros seres humanos e são atraídas pelas mesmas. Tudo isto provoca uma pressão intensa no chakra cardíaco, tanto de dentro para fora como de fora para dentro.

Quando não há nuvens a encobri-lo, esse chakra brilha como um minúsculo sol irradiando sua luz. Isto faz parte da estrutura espiritual e oculta da vida do homem.

Há um universo interno que todos precisam conhecer, tão rico e complexo como o externo, e que precisa ser desbravado. Este universo é um templo sagrado, um templo vivo com as energias divinas de Deus-Pai e Deus-Mãe criadores, e com as energias de amor-sabedoria do Filho, o Cristo-Maitreya. Suas portas e janelas de entrada estão obstruídas, e em muitos estão trancadas. É preciso desobstruí-las, destrancá-las, começando pelo chakra cardíaco, onde este sol místico interno busca irradiar seus raios para transformar, transmutar, purificar, e iluminar o templo e seus santuários sagrados.

Esta é uma realidade sobre a qual a humanidade não tem refletido. Vossos corpos são templos vivos e sagrados, onde habita a luz divina. Constitui um maravilhoso universo com múltiplas energias e muitas riquezas espirituais, mas poucos o reconhecem como tal.

De que servem leituras sem fim, exercícios que não funcionam, a fé sem a vontade? O amor foi trocado pelas emoções, pelas paixões, por orgulhos e vaidades. Até a violência tem sido justificada em nome do amor.

Vosso infinito rosário de vidas — como diz Mestra Rowena — possui quantas contas? E de que cor são essas contas? Cada existência vivida é como uma conta de um rosário, e sua cor é o resultado de todas as ações numa vida, ou seja, pode ter brilho ou não, pode ser branca, cinzenta, negra, azul, verde; isto depende do que foi feito numa vida, depende das emoções, dos pensamentos e das palavras de um ser humano. Na medida em que uma alma se aproxima de uma de suas metas importantes a ser realizada numa existência, vai se libertando das leis da encarnação e do karma; essas contas vão ficando cada vez mais claras, com cores vivas e brilhantes. Quanto mais avança no Caminho, mais essas contas vão se tornando mais brilhantes. Na união do eu inferior com o eu superior, a Alma e a mente começam a ficar cada vez mais iluminadas, e essas contas brilhantes, aos poucos, mais irradiantes e transparentes. Chegam a um ponto em que irradiam todas as cores do arco-íris. Quando a alma se funde com todas as suas contas é sinal de que se tornou um Mestre ou uma Mestra.

Não podeis mudar o tamanho das contas passadas, as suas cores, mas podeis ainda mudar a conta que representa esta vida. Podeis mudar as das próximas vidas, podeis ajudar a mudar as contas do rosário das vidas dos vossos semelhantes. Não dos que já partiram, porque a esses já não podeis ajudar a mudar, mas dos que estão ainda no vosso mundo, a fim de que suas contas se tornem mais irradiantes.

E o que o homem faz?

- Nada! Ou Quase nada! Ele só se preocupa com as suas contas quando desencarna. E quando seu Mestre lhe apresenta o seu rosário, ele se assusta e pergunta:

- Senhor, mas tive tantas contas pretas? Tantas marrons!? E há contas que parecem estar manchadas de sangue!

E o Mestre responderá:

- Todos os erros, as falhas, os apegos, assim como a violência, a ganância, o egoísmo, a maldade, o ódio, as tornam assim.

- Mas Senhor, há algumas que em parte são escuras e em parte são claras!

E o Mestre dirá:

- Nesta parte mais clara tentei carregar-te no colo, tentei te orientar e chegar mais perto de ti; representa a última metade de uma de tuas vidas, quando melhoraste. Contudo, na vida seguinte pioraste e a tornaste escura.

- Mestre, quero voltar a encarnar, porque agora vai ser uma vida onde vou formar uma conta de cor clara. Dá-me missões! Dá-me a oportunidade de servir!

E assim o tempo passa, ele encarna e desencarna, e retorna ao Mestre, que lhe diz:

- A cor da conta continua

- Senhor, me esqueci! Esqueci que precisava me sublimar e me transformar. Senti que devia trabalhar em mim e ajudar os outros, mas me esqueci!

Eis a história das almas!

Essas contas são simbólicas, fazem parte da simbologia do rosário utilizado por Mestra Rowena ao descrever sua experiência ao se tornar Mestra. Representam o conjunto de energias produzidas em cada vida, em cada existência.

Toda ação, todo pensamento, as atitudes e as palavras se traduzem em forma de energia e interferem na evolução individual e coletiva, seja de modo positivo ou negativo.

São as virtudes e as ações positivas, o trabalho e a entrega constantes, a doação e o auxílio que fazem com que as vossas energias internas fiquem mais claras, mais brilhantes. E quando desencarnardes, a conta do rosário será mais clara, mais irradiante, brilhante, maior que a última. A tonalidade das cores e do brilho, a transparência, a irradiação e o tamanho dependem exclusivamente de vós.

Procuramos vos ajudar, ensinar e orientar, trazendo uma base de ensinamentos, nossa experiência, sabedoria e técnicas para desbravardes e desvendardes os mistérios do vosso universo interno. É hora de crescer espiritualmente para vos libertardes, porque estais criando causas cujos efeitos serão colhidos na próxima vida. Estais transgredindo leis divinas e por elas respondereis na próxima vida. Portanto, nesta vida já estais fazendo a próxima conta do rosário. Estais presos a esse rosário e só o eliminareis quando as contas se tornarem claras, brancas, transparentes, irradiantes. Quanto mais brilhantes, maior é a força do sol que representa o chakra cardíaco. É a irradiação intensa desse sol que consegue transmutar e diluir as contas marrons, cinzentas e pretas das vidas passadas.

Ninguém pode eliminar as contas do vosso rosário, só vós mesmos.

Tendes de olhar as ações de hoje para que no futuro seus efeitos sejam de transformação contínua, de renovação, equilíbrio, paz e harmonia. A próxima conta vos espera, já como parte do resultado desta vida: tendes ainda a oportunidade de mudá-la, de provocar ações e causas que darão reações e efeitos de expansão, de iluminação, de serviço aos outros nas vidas futuras. Aí, ao desencarnardes, vereis essa conta quase branca.

Pensai bem, meditai. E quando estiverdes com problemas materiais e muitas dificuldades, lembrai-vos e indagai:

- O que estou fazendo para clarear esta conta do meu rosário?

- O que estou fazendo para facilitar a ação da minha Alma?

- Será que estou criando cores mais claras ou mais escuras?

- Será que estou aumentando minha conta, ou diminuindo? Será que a estou sutilizando, densificando-a ou cristalizando-a?

- Será que a minha forma de pensar, agir e falar estão contribuindo para que esta conta, que é a minha vida atual, me faça sair desta vida para uma melhor que a penúltima?

Isto deve estar sempre presente na vossa mente, deveis questionar sempre. Não deveis vos satisfazer com o que a personalidade diz: Está tudo bem! Muitos querem se vestir de energias brancas para dissimular as cores escuras que possuem dentro de si mesmos. O branco é a união das sete cores.

Então, vos deixo a chave, que é simples e fácil, por onde podeis clarear a conta de vossa vida.

Podeis procurar:

- Com que cor vou iniciar?

É muito simples! É pela cor do raio da vossa alma.

Também tereis de afastar as nuvens que cobrem o vosso santuário cardíaco e trabalhar para que o vosso chakra cardíaco seja um Sol Místico, que esteja ligado e recebendo os raios de outro Sol Místico. Cada raio desse Sol Místico é como um grande braço e uma mão tentando afastar as nuvens sobre o vosso santuário cardíaco.

Esse Sol Místico de que estou falando também se chama Cristo-Maitreya. Ele é como um Grande Sol Espiritual para a Humanidade. Então, vamos ligar-nos a Ele.

Vivência

Relaxai bem, respirando profunda e suavemente. Concentrai-vos um pouco no chakra cardíaco. Ligai-vos mentalmente à alma e ao vosso Mestre da Alma procurando sentir sua tônica, a vibração e suas energias. Visualizai que do nosso Sol, que todos conhecem, está saindo um outro Sol menor, e que este Sol menor é o Cristo-Maitreya.

Seus raios são como milhões de braços muito compridos, como se cada raio fosse um braço e uma mão. Esses raios, na forma de braços e mãos que representam o Sol Místico através do qual o Cristo se manifesta, estão chegando até vós, afastando as nuvens que estão sobre o santuário cardíaco, afastando as tempestades das emoções, dos maus pensamentos, das doenças, das dificuldades de todos os tipos, e tudo aquilo que dificulta que o santuário interno se expanda, abra suas portais e janelas, e deixe irradiar o sol místico do santuário cardíaco.

No centro desse Sol Místico do Cristo-Maitreya, Ele irradia um Foco da Energia Trina: Azul, Dourado e Rosa para o vosso coração místico, para o vosso pequeno sol místico no chakra cardíaco. Este foco de Energia Trina multiplicará a capacidade do vosso chakra cardíaco e aumentará a potenciação da energia do vosso sol místico, para que a Chama Crística comece a ser irradiada para todo o vosso universo interno, vos purificando, despertando, fazendo as ligações e as religações com os vossos chakras, com os vossos corpos, com os vossos estados de consciência, com a vossa alma. Assim, vossa vida poderá criar cores mais claras, mais irradiantes, mais brilhantes, e a conta que representa esta vossa vida crescerá. Que a irradiação do vosso sol místico se expanda em direção aos vossos semelhantes para que, como mãos e braços estendidos do vosso sol interior, ajude a afastar as nuvens que estão sobre os santuários dos vossos semelhantes. Que a Energia Crística Trina alimente o Sol Crístico nos santuários de cada um.

Agradecei aos vossos Mestres, ao Cristo-Maitreya e a todos os seres que vos auxiliaram a receber estas energias

Exercitai esta prática quantas vezes quiserdes, tanto individualmente como em grupo.


Que assim seja.



sábado, 23 de junho de 2012


O Trishula de Shiva é o símbolo das três funções do Criador (Brahma), Preservador (Vishnu) e o Destruidor (Shiva). É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas também representam as três qualidades da existência: tamas (a inércia ou ignorância), rajas (o movimento ou paixão) e sattva (o equilíbrio ou bondade).

sexta-feira, 11 de maio de 2012

O CAMINHO DIRETO

Quer ser útil?
Basta que você renuncie ao ódio
E vista para sempre o manto do amor,
Que ofereça ajuda a seus semelhantes
Sem esperar recompensa para si próprio.

Ore por seus inimigos e
Aproxime-se dos possessos.
Jamais deixe a sua esperança
Transformar-se em desespero,
Nem a sua alegria em tristeza.
Lembre-se sempre
De que você é o Ser Supremo.

Segundo por segundo
Medite e devocione o som sagrado.
Autopesquise-se,
Corrija suas falhas,
Vigie a si mesmo,
Pois o ego profanador
Está à sua esquerda, à espreita,
Esperando por suas faltas.

Permaneça firme
Nos seus propósitos espirituais.
Deve cumprir seu dharma.
Não cumpri-lo significa
Ir contra os princípios divinos.
Lembre que não se pode ser
Insincero consigo mesmo.
Todo ato insincero
Conduz à desarmonia.



Fonte: O Homem de Aquário
Sri Maha Krishna Swami

quinta-feira, 15 de março de 2012

Eckhart Tolle - A sabedoria na vida diária

O PODER DA SUA PRESENÇA

Perceber, de repente, que você está ou tem estado preso ao sofrimento pode lhe causar um choque. N o momento em que perceber isso, você acabou de romper com a ligação.

O sofrimento é um campo de energia, quase como uma entidade que se alojou temporariamente no seu espaço interior. É a energia da vida que foi aprisionada , uma energia que não está mais fluindo.

Claro que o sofrimento está ali por causa de certas coisas que aconteceram no passado. Ele é o passado vivo em você.
E, se você se identifica com ele, se identifica com o passado.
Uma identidade vítima acredita que o passado é mais poderoso do que o presente, o que não é verdade. É a crença de que outras pessoas e o que fizeram a você são responsáveis pelo que você é hoje, pelo seu sofrimento emocional, ou por sua incapacidade de ser o verdadeiro eu interior.

A verdade é que o único poder está bem aqui neste momento: o poder da sua presença. Uma vez que saiba disso, perceberá também que só você é responsável pelo seu espaço interior no presente instante e o passado não consegue prevalecer contra o poder do Agora.

A inconsciência cria o sofrimento. A consciência transforma o sofrimento nela mesma. São Paulo expressa esse princípio universal de uma forma linda ao dizer: "Tudo é revelado ao ser exposto à luz, e o que for exposto à própria luz se torna luz."

Assim como não se pode lutar contra a escuridão, não se pode lutar contra o sofrimento. Tentar fazer isso poderia gerar um conflito interior e um sofrimento adicional.
Observar o sofrimento já é o bastante. Observá-lo implica aceitá-lo como parte do que existe naquele momento.


Fonte: O poder do AGORA
Eckhart Tolle

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

TRANSFORMANDO O SOFRIMENTO EM CONSCIÊNCIA

Manter-se em um estado de alerta consciente destrói a ligação entre o sofrimento e o mecanismo do pensamento e aciona o processo de transformação. É como se o sofrimento se tornasse o combustível para a chama da consciência, resultando em um brilho de mais intensidade.
Esse é o significado esotérico da antiga arte da alquimia: a transformação do metal não precioso em ouro, do sofrimento em consciência. A separação interior cicatriza, e você se torna inteiro outra vez. Cabe a você, então, não criar um sofrimento adicional.

CONCENTRE A ATENÇÃO NO SENTIMENTO DENTRO DE VOCÊ. Reconheça que é o sofrimento. Aceite que ele esteja ali. Não pense a respeito. Não permita que o sofrimento se transforme em pensamento. Não julgue nem analise. Não se identifique com o sentimento. Esteja presente e observe o que está acontecendo dentro de você. Perceba não só o sofrimento emocional, mas também a presença "de alguém que observa", o observador silencioso. Esse é o poder do Agora, o poder da sua própria presença consciente.Veja, então, o que acontece.


Fonte: Eckhart Tolle

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

SRI AROBINDO - Ensinamentos.







Palavras de
Sri Aurobindo

Para aqueles que desejam viver a vida espiritual, o Divino deve vir sempre em primeiro lugar, todo o resto é secundário.
A Verdade para você é sentir o Divino em você, abrir-se a Mãe e trabalhar para o Divino até que você esteja consciente dela em todas as suas atividades. Deveria haver a consciência da presença divina em seu coração e a guiança divina em seus atos.
Livrar-se inteiramente do desejo demora muito tempo. Mas, se você pode uma vez expulsá-lo da natureza e percebê-lo como uma força vindo de fora e enfiando suas garras no vital e físico, será mais fácil livrar-se do invasor.
Você precisa ir bem para dentro de você e entrar em uma completa dedicação à vida espiritual. Toda adesão a preferências mentais deve ser abandonada, toda insistência em objetivos e interesses e apegos vitais deve ser afastada, toda ligação egoísta a família, amigos, país, deve desaparecer se você quer ser bem sucedido na Yoga.
É necessário observar e conhecer os movimentos errados em você; pois eles são a fonte de suas dificuldades e têm que ser persistentemente rejeitados se é para você ser livre.
O mundo vai atrapalhar você enquanto alguma parte de você pertencer ao mundo. É somente se você pertencer inteiramente ao Divino que você pode tornar-se livre.
Os caminhos do Divino não são como os da mente humana ou de acordo com os nossos padrões, e é impossível julgá-los ou estabelecer para Ele o que Ele deve ou não deve fazer, porque o Divino sabe melhor do que nós podemos saber.
Não impor sua mente e vontade vital ao Divino mas receber a vontade do Divino e segui-la é a verdadeira atitude na sadhana... Dar-se, entregar-se e receber com alegria tudo o que o Divino dá, e não se afligindo ou revoltando, é o melhor caminho. Então o que você receber será a coisa certa para você.
Você tem que somente, aspirar, manter-se aberto à Mãe, rejeitar tudo que é contrário à vontade dela e deixá-la trabalhar em você - também fazendo todo seu trabalho para ela e na fé de que é através da força dela que você consegue fazê-lo. Se você permanecer aberto deste modo, o conhecimento e realização virá para você no devido tempo.
Não importa que defeitos você possa ter em sua natureza. A única coisa que importa é você se manter aberto à Força. Ninguém pode se transformar por seus próprios esforços sem qualquer ajuda; é somente a Força Divina que pode transformá-lo. Se você se mantém aberto, todo o resto será feito pelo Divino.
Quase ninguém é forte o suficiente para superar, por sua aspiração e vontade não ajudadas, as forças da natureza mais baixa; mesmo aqueles que o fazem, conseguem somente uma certa espécie de controle mas não um domínio completo. Vontade e aspiração são necessárias para trazer para baixo a ajuda da Força Divina e para manter o ser do lado dela quando lida com os poderes mais baixos. Só a força Divina cumprindo a vontade espiritual e a aspiração psíquica do coração pode afetar a conquista.
Abandonar o esforço pessoal não é o que lhe é pedido, mas chamar cada vez mais pelo Poder Divino e através dele governar e guiar o esforço pessoal.
Praticar a Yoga implica na vontade de superar todos os apegos e voltar-se para o Divino somente. A coisa principal na Yoga é confiar na Graça Divina a cada passo, dirigir o pensamento continuamente para o Divino e oferecer-se até que o ser se abra e a Força da Mãe possa ser sentida trabalhando no Addhar (receptáculo da consciência).
Temos que reconhecer uma vez mais que o indivíduo não existe sozinho nele mesmo mas na coletividade, e que perfeição e libertação individual não são o sentido completo da intenção de Deus no mundo. O uso livre de nossa liberdade inclui também a libertação de outros e da humanidade, e a perfeita utilidade de nossa perfeição é, tendo realizado em nós mesmos o símbolo divino, reproduzi-lo, multiplicá-lo e finalmente universalizá-lo em outros.
A maioria das pessoas vive em sua personalidade exterior comum e ignorante que não se abre facilmente ao Divino; mas há um ser interior dentro delas, do qual elas não sabem, que pode se abrir facilmente à Verdade e à Luz. No entanto há uma parede que as separa dele, uma parede de obscuridade e não-consciência. Quando ela desmorona, então há uma libertação.
Permanecer tranqüilo dentro, firme na vontade de ir até o fim, recusando ficar perturbado ou desencorajado por dificuldades ou flutuações, esta é uma das primeiras coisas a serem aprendidas no Caminho.
Se há dificuldades, tropeços ou falhas, deve-se olhar para eles quietamente e chamar para dentro tranqüila e persistentemente a ajuda Divina para removê-los, mas não se permitir ficar transtornado ou angustiado ou desencorajado... a mudança total da natureza não pode ser feita em um dia.
A estrada da Yoga é longa, cada palmo de chão tem que ser ganho contra muita resistência, e nenhuma qualidade é mais necessária para o aprendiz do que paciência e uma perseverança inflexivelmente decidida, com uma fé que se mantém firme através de todas as dificuldades, atrasos e aparentes falhas.
Uma vez que se colocou os pés no caminho, como se pode recuar dele para algo inferior? Se você se mantém firme quedas não importam, levanta-se de novo e continua em frente. Se você é firme na direção ao objetivo não pode haver nenhum fracasso definitivo no caminho para o Divino. E se há algo dentro de você que impulsiona, como certamente há, vacilações ou quedas ou falta de fé não fazem nenhuma diferença decisiva. Tem que se continuar até que a luta tenha passado e haja o caminho reto e aberto e sem espinhos diante de nós.
Um silêncio receptivo da mente, um apagar do ego mental e a redução do ser mental à posição de uma testemunha, um contato íntimo com o Poder Divino, é uma abertura do ser a esta única influência e nenhuma outra, são as condições para tornar-se um instrumento do Divino, movido por isto e isto somente.
A terra necessita um lugar onde os homens possam viver longe de rivalidades nacionais, convenções sociais, moralismos que se contradizem e religiões que se combatem; um lugar onde seres humanos, libertados de toda escravidão ao passado, possam devotar-se inteiramente à descoberta e prática da consciência divina, que está procurando manifestar-se.
Tudo o que resiste desaparecerá no tempo certo com o progressivo desabrochar da natureza espiritual.
Ser inteiramente sincero significa desejar somente a Verdade Divina, entregar-se cada vez mais à Mãe Divina, rejeitar toda exigência e desejos pessoais diferentes desta única aspiração, oferecer cada ação na vida ao Divino e fazer isto como o trabalho dado, sem introduzir o ego. Esta é a base da vida divina.
Fixe em sua mente e coração a resolução de viver para a Verdade Divina e para isto somente; rejeite tudo que é contrário e incompatível com isto e afaste-se dos desejos mais baixos; aspire por abrir-se ao Poder Divino e nenhum outro. Faça isso com toda sinceridade e a ajuda presente e viva de que você precisa não lhe faltará.
"Se submetermos nossa vontade consciente permitindo que ela se unifique com a Vontade do Eterno, então, mas só então, poderemos alcançar a verdadeira liberdade".
O supraconsciente é o verdadeiro fundamento, e não o subconsciente. Não é analisando-se os segredos da lama de onde nasce a flor do lótus que explicamos sua existência. O segredo da flor do lótus está no arquétipo divino que floresce para sempre nas alturas, na luz.
O amor do aprendiz (Sadhak) deveria ser pelo Divino. É somente quando ele tem isto plenamente que ele pode amar outros na maneira certa.
Pureza é aceitar nenhuma outra influência a não ser a influência do Divino.
Só depois de ter conseguido obter algum resultado positivo, e após ter-se verificado uma estabilização sobre uma base positiva, pode-se então, sem perigo algum, subverter os elementos adversos, ocultos no subconsciente para destruí-los e eliminá-los com a força da calma divina, da luz e da consciência divina.
Os Upanixades dizem que Aquele que Existe em si mesmo estabeleceu que as portas da Anima só poderão ser abertas de dentro para fora... A observação de si mesmo e a auto-análise são, portanto, uma importante e eficaz introdução à verdadeira interioridade.
Quanto mais ampla sua consciência se torna, mais você poderá receber do alto.
A evolução é uma lenta transformação da energia em consciência.
Dentro do coração existe um centro de Consciência, e dentro dele você pode enxergar o mundo inteiro.
Existe um estágio no sadhana [prática espiritual] onde o ser interior começa a despertar. Muitas vezes o primeiro resultado é condicionado pelos seguintes elementos:
1) O Um tipo de atitude testemunhal em que a consciência interna vê tudo o que acontece como um espectador ou observador, observando as coisas mas não assumindo nenhum interesse ativo ou prazer face a elas.
2) Um estado de neutra equanimidade onde não existe nem satisfação nem dor, somente quietude.
3) Um senso de ser de alguma forma à parte de tudo que acontece, observando mas não tomando parte.
Concentrar-se principalmente no seu próprio crescimento e experiência espiritual é a primeira condição para um buscador - ser ávido em ajudar aos outros provoca o desvio do trabalho interno. Crescer espiritualmente é a maior ajuda que alguém pode dar aos outros, pois a partir dele algo flui naturalmente que ajuda aqueles que estão à sua volta.
Todos os prazeres do mundo externo são temporários. Eles nunca duram. Todos os prazeres que você busca podem ser descobertos, em maior grau, internamente.
Aquele que depende dos sentidos para ser feliz está constantemente em busca de coisas novas para satisfazê-los.
Os nossos conceitos intelectuais são obstáculos no caminho do conhecimento...O estado de conhecimento que a yoga prevê não é uma simples concepção intelectual nem um claro discernimento da verdade... É uma realização no pleno sentido da palavra.
A mente é o auxílio, a mente é o obstáculo.
Observe a sua vida. Abra seus olhos. Enquanto você perseguiu a satisfação de seus desejos, o tempo lhe devorou.
Apenas o Self interior é eterno. Apenas a Consciência interna permanecerá.
A felicidade do Self não depende de fatores externos. Ela é completamente independente; ela surge, incondicionalmente, de dentro.
O homem é um ser anormal em busca da sua normalidade... O homem é um ser de transição.
Não importa o quanto às pessoas estejam insatisfeitas com as suas vidas, elas continuam a fazer exatamente o que eles sempre fizeram. Elas nunca param para pensar como poderiam por um fim em seus problemas. Ao invés disso, elas apenas reclamam, culpam seus maridos ou esposas, seus patrões, o governo ou a atualidade.
Pelos seus tropeços, o mundo é aperfeiçoado.
Quando a mente fica quieta, então a Verdade tem a chance de ser ouvida na pureza do silêncio.
Vocês não fazem idéia da vastidão que existe dentro de vocês. Este corpo parece pequeno, mas ele é a imagem do universo inteiro. Neste corpo existe um sol mil vezes mais brilhante que o sol externo.
Naquele momento espalhou-se por todo o meu ser uma tal brisa fresca e suave, que o cérebro aquecido se relaxou, num deleite fácil e supremo como em toda a minha vida nunca tinha conhecido... A partir daquele dia, todos os problemas da vida na prisão terminaram... Naquele dia, num único momento, Deus deu ao meu ser interior uma tal força que aqueles sofrimentos se foram, sem deixar nenhum traço ou marca. Foi possível ser feliz durante o longo e solitário confinamento... Eu também constatei a extraordinária força e eficácia da oração. Uma oração... Pode ligar a força do homem a uma força transcendente.
O estado de conhecimento que a yoga prevê não é... Uma simples concepção intelectual... É uma realização, no pleno Sentido da palavra.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A FRAQUEZA DO HOMEM E A FIDELIDADE DE DEUS

Aleluia!
Louva, ó minha alma,
ao SENHOR.
Louvarei ao SENHOR
durante a minha vida eterna;
Cantarei louvores ao meu Deus,
pela vida eterna.
Não confieis em príncipes,
nem nos filhos dos homens,
em quem não há salvação.
Sai-lhes o espírito, e eles
tornam ao pó; nesse mesmo
dia, perecem todos os seus desígnios.
Bem-aventurado aquele que tem
o Deus de Jacó por seu auxílio,
cuja esperança está no SENHOR,
nosso Deus, que fez o Céu e a
terra, o mar e tudo o que neles há
e mantém para sempre a sua fidelidade.
Que faz a justiça aos oprimidos
e dá pão aos que têm fome.
O SENHOR liberta os encarcerados.
O SENHOR abre os olhos aos cegos,
o SENHOR levanta os abatidos,
o SENHOR ama os justos.
O SENHOR guarda o peregrino,
ampara o órfão e a viúva,
porém transtorna o caminho dos ímpios.
O SENHOR reina para sempre;
o nosso Deus, ó Sião, reina
de geração em geração.
Aleluia!


Fonte: Salmo 146