domingo, 28 de novembro de 2010

AS VIRTUDES RECOMENDADAS

O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.
No zelo, não sejais remissos; sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor; regozijai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, na oração, perseverantes; compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade; abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis.
Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.
Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprio olhos.
Não torneis a ninguém mal por mal; esforçai-vos por fazer o bem perante todos os homens; se possível, quando depender de vós, tende paz com todos os homens; não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor.
Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isso, amontoarás brasas vivas sobre sua cabeça.
Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.






Romanos 12, 13

domingo, 14 de novembro de 2010

AMOR E COMPAIXÃO

Pensamento para o Dia 10/09/2010

“Se você procura o conhecimento (Vidya), você deve possuir bondade, compaixão e amor por todos os seres vivos. Bondade por todos os seres deve ser sua própria natureza. Se ela estiver ausente, você se torna desprezível. Vidya significa, mais que qualquer outra coisa, a qualidade da compaixão para com todos os seres vivos. Se você carrega inimizade por qualquer ser, sua educação não tem sentido. O conselho dado na Gita, "Adweshta Bhoothanam Sarva" (sem inimizade por qualquer ser), transmite a mesma mensagem. Amor e compaixão não devem ser limitados apenas à humanidade. Devem abranger todos os seres vivos.”



Sathya Sai Baba

sábado, 30 de outubro de 2010

O DIA ESTÁ PRÓXIMO.

E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos.
Vai alta a noite, e vem chegando o dia. Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.
Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revisti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.




Romanos 13

domingo, 17 de outubro de 2010

A OBESIDADE MENTAL

A Obesidade Mental - Andrew Oitke

Por João César das Neves


O prof. Andrew Oitke, publicou o seu polêmico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral. Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard, introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses."

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.

Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada.

Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema.

Os telejornais são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.

O problema central está na família e na escola. «Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas.

Com uma “alimentação intelectual” tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.”

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:

“O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.

A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.”

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante. “Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.”

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.

Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy.

Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve.

Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê.

Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto».

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.

«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência.

A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxa ou doentia.

Floresce a pornografia, o cabonitismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo.

Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade.

O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos.

O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos.

Precisa sobretudo de dieta mental.»

domingo, 26 de setembro de 2010

O RESUMO DO ENSINO DE JESUS














44- E Jesus clamou, dizendo: Quem crê em mim crê, não em mim, mas naquele que me enviou.

45- E quem me vê a mim vê aquele que me enviou.

46- Eu vim como a luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas.

47- Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo.

48- Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia.

49- Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar.

50- E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai me tem dito, assim falo.



JOÃO 12,13

quarta-feira, 8 de setembro de 2010


HUA HU CHING - Os ensinamento desconhecidos de Lao-Tsé








Por que apressar-se em procurar a verdade?
Ela vibra em cada coisa e em cada não-coisa, bem diante da ponta de seu nariz.
Você é capaz de ficar calmo e vê-la na montanha? No pinheiro? Em você mesmo?
Não pense que você a descobrirá acumulando conhecimento.
O conhecimento cria dúvida e a dúvida torna você ávido por mais conhecimento,
você não consegue se alimentar plenamente deste jeito.
A pessoa sábia come no jantar alguma coisa mais sutil.
Ela come o entendimento de que o nomeado nasceu do inominado, que todas as coisas fluem do não-ser, que o mundo descritível emana de uma fonte indescritível.
Ela encontra essa verdade sutil dentro de seu próprio eu e fica completamente contente.
Assim, quem consegue se acalmar e olhar o jogo de xadrez do mundo?
Os tolos estão sempre fazendo movimento impulsivos, mas os sábios sabem que a vitória e a derrota são decididas por algo mais sutil.
Eles vêem que alguma coisa perfeita já existia antes que qualquer movimento fosse feito.
Essa perfeição sutil deteriora quando se assumem atitudes artificiais, portanto, fique contente por não perturbar a paz. Permaneça quieto. Descubra a harmonia em seu próprio ser. Abrace-a.
Se conseguir fazer isso, você ganhará tudo, e o mundo voltará a ficar saudável.
Se não conseguir você ficará para sempre perdido nas sombras.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O AMOR AO PRÓXIMO É O CUMPRIMENTO DA LEI

















A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei.

Pois isto: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás, e, se há qualquer outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás a teu próximo como a ti mesmo.

O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.

O DIA ESTÁ PRÓXIMO

E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos.

Vai alta a noite, e vem chegando o dia.
Deixemos, pois, as obras das trevas e revistamo-nos das armas da luz.

Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.





Romanos 12,13

terça-feira, 13 de julho de 2010

COMPORTAMENTO ÉTICO E MORAL







Comportamento Ético e Moral
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Comportamento Ético e Moral
:: Graziella Marraccini ::

Você sabe o que isso significa? Recebi recentemente uma petição em favor de uma lei que visa suspender os maus-tratos contra os animais (eu assino todas as petições contra a destruição da natureza também!). Esse e-mail continha essa frase: "Ser ético não é apenas se abster de fazer o mal. É também agir para promover o bem". Ou seja, se comportar de maneira ética e moral não é somente uma questão filosófica. Certamente, a noção de ética é algo que foi mudando ao longo dos milênios e nossa sociedade atual tem uma noção bem diferente sobre como devemos nos comportar numa sociedade civilizada. A palavra ‘ética’ deriva do Grego ethos que significa modo de ser, caráter, comportamento. Na Grécia, a mesma palavra indicava também a filosofia que procurava estudar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Por essa razão, a ética não se resumia ao estudo da moral, mas a todo o campo do conhecimento que influenciava a sociedade. Atualmente, consideramos a ética como o estudo que busca explicar e justificar os costumes de um determinado agrupamento humano, mas dificilmente observamos as pessoas agirem com ética no nosso dia-a-dia. Qual é a ética que rege nossa sociedade atual onde o ser humano não está mais comprometido com o bem-estar comum? Qual é a ética que rege esse mundo materialista onde vale a lei do mais forte e onde o dinheiro promete impunidade para qualquer crime? Que ser humano é esse que mata e tortura com crueldade outro ser vivo, animal ou humano que seja, e não sente um pingo de remorso?

Sinceramente, eu acredito que nossa sociedade precisa mudar, e mudar depressa, antes que seja tarde. Se continuarmos a viver sob o domínio da ganância e da ambição, não conseguiremos a necessária evolução espiritual para liberar o nosso planeta de um carma de destruição total. A Era de Aquário, como já expliquei em artigos anteriores, nos pede um ‘compromisso social’ urgente! Nós podemos mudar a sociedade em que vivemos se nos comprometermos a fazer o bem. Estamos atualmente no ‘ponto de mutação’ (como dizia Fritjof Capra), no ponto em que não é mais possível recuar e não é mais possível se esconder debaixo da hipocrisia social! Não dá mais! Precisamos nos comprometer com o meio social onde vivemos e agir em favor do bem. Cada ação nossa precisa desse comprometimento ético. A Grande Cruz que está delineada no céu e que culminará com o eclipse solar total do próximo dia 11 de julho (vejam o artigo sobre os Eclipses no meu site), certamente marcará com uma baliza esse ‘ponto de mutação’.
O céu nos envia um recado através do atual alinhamento planetário: de um lado Júpiter (justiça) alinhado com Urano (grupos sociais), do outro Saturno (responsabilidade) em oposição e entre os dois o planeta Plutão (sexo, poder e morte) indicando o ‘ponto de mutação’. Cada um desses planetas está demonstrando sua força segundo sua própria natureza. Já comentei seus efeitos exaustivamente nas semanas anteriores. No entanto, preciso insistir para que não esqueçamos nosso comprometimento com o renascimento para que surja uma nova sociedade, melhor, mais justa e mais ética. Essa configuração astrológica se relaciona também com os recentes escândalos sexuais, (ex: pais que se relacionavam sexualmente com as filhas e com elas tinham filhos, ou os casos de pedofilia na Igreja Católica, ou ainda os assassinatos recentes de jovens ‘amantes incômodas’). O reconhecimento público dos fatos, a descoberta da verdade encoberta, pode ser relacionada com a ação de Júpiter (justiça e moral) e de Urano (descobrimento). O povo clama por justiça, se enfurece contra os presuntos culpados, mas será que esse mesmo povo já fez um exame de consciência? Além da indignação, que é louvável, não seria necessária uma ação social? Eu me pergunto se temos o direito de julgar alguém que até ontem idolatrávamos somente por ser uma pessoa de sucesso? Vejam que o caso do jogador de futebol Bruno é típico desse comportamento amoral de nossa sociedade: algo incomoda e, portanto, precisa ser eliminado para que não atrapalhe a ambição pessoal! Não importa se esse ‘algo’ for uma pessoa, um bicho ou outra coisa: o fim justifica os meios. Qualquer ato é válido, contanto que sirva para alcançar a fama, o dinheiro, o sucesso! E nossa sociedade aceita com conivência esse comportamento porque não existe mais aquilo que é considerado ético. A única preocupação de Bruno parece ser com a próxima Copa do Mundo e não com o ser humano barbaramente assassinado ou com a criatura que acabou de nascer! Como não se indignar? Esse ‘monstro’ é fruto de nossa sociedade doente, dominada pelo dinheiro, pela vaidade, pelo culto pessoal. Não existe ética, nem moral nesse tipo de comportamento.

Por essa razão, peço que essa semana cada um de nós faça um exame de consciência e se pergunte:
O que eu estou fazendo para melhorar a sociedade onde vivo?.
Eu só reclamo e me lamento, mas não faço nada para me sentir solidário com meu semelhante?...
Eu continuo a achar que o bem público não é de minha responsabilidade?.
Já me envolvi em alguma ação social?...

Convido a todos para que pensem sobre esses assuntos e aproveitem essa configuração astral, essa energia cósmica que está nos estimulando no sentido de assumir um compromisso social e, principalmente, um comportamento ético e moral. Façamos isso por nossas crianças, essas crianças que herdarão de nós esse planeta. Para subir na escada da Árvore da Vida precisamos sair da parte inferior que se relaciona com o bem-estar pessoal para nos envolver com o bem-estar da sociedade. O triângulo central da Cabala envolve três esferas de conhecimento: o Sol, nosso Eu Interior, Marte, o poder da ação, e Júpiter, a justiça e generosidade. Com o desenvolvimento dessas três qualidades, poderemos nos comprometer com a justiça, agir com generosidade e discernimento e ascender na escada da evolução espiritual. Leiam mais artigos sobre a Cabala no meu site pessoal.

Nos dias 30, 31 de julho de 1º de agosto estarei participando do encontro anual de astrologia da Escola Gaia de São Paulo com uma palestra sobre Astromedicina. Os interessados poderão inscrever-se no site: www.gaia-astrologica.com.br

Despeço-me desejando a todos uma semana cheia de Amor e Paz! Sejam solidários!

São Paulo, 08 de julho de 2010

domingo, 20 de junho de 2010

DEPENDEMOS DA NATUREZA







Dependemos da Natureza não só para nossa sobrevivência física. Também necessitamos da natureza para que nos ensine o caminho para casa, o caminho para sairmos da prisão de nossas mentes.

Focalizar a tensão em uma pedra, em uma árvore ou em um animal, não significa "pensar neles", mas simplesmente percebê-los, dar-se conta deles. Eles transmitem algo de sua essência, sente quão profundamente descansam no Ser, completamente unificados com o que são e com onde estão. Ao perceber isto, tu também entras em um lugar de profundo repouso dentro de ti mesmo.

Quando caminhares ou descansares na natureza, honra este reino, permanecendo aí plenamente.

A calma-te.
Olha.
Escuta.
Observa como cada planta e cada animal são completamente eles mesmos, diferente dos humanos, não estão divididos em dois, não vivem por meio de imagens mentais, e por isso não precisam preocupar-se em proteger e potencializar estas imagens.

Todas as coisas naturais, além de estarem unificadas consigo mesmas, estão unificadas com a totalidade.
Não se afastaram da totalidade exigindo uma existência separada: "eu", o grande criador de conflitos.

Tu não criastes teu corpo, nem és capaz de controlar as funções corporais.
Em teu corpo opera uma inteligência maior que a mente humana. É a mesma inteligência que sustenta a natureza.

Para aproximar-te ao máximo desta inteligência, torna-te consciente de teu próprio campo energético interno, sente a vida, a presença que anima o organismo.

Quando percebes a natureza apenas com a mente, por meio do pensamento, não podes sentir sua plenitude de vida, seu ser.
Unicamente vês a forma e não estás consciente da vida que anima, do mistério sagrado.

O pensamento reduz a natureza a um bem de consumo, a um meio para conseguir benefícios, conhecimento, ou algum outro propósito prático.

Observa, sente um animal, uma flor, uma árvore, e vê como descansam no Ser.
Cada um deles é eles mesmos.
Eles têm uma enorme dignidade, inocência, santidade.

No momento em que olhas além dos rótulos mentais, sentes a dimensão inefável da natureza, que não pode ser compreendida pelo pensamento.

É uma harmonia, uma sacralidade que além de preencher a totalidade da natureza, também está dentro de ti.
O ar que respiras é natural, como o próprio processo de respirar.

Diriges a tensão à tua respiração e perceba que não és tu que respira.
A respiração é natural.

Conecta-te com a natureza do modo mais íntimo e interno percebendo a tua própria respiração e aprendendo a manter tua atenção nela.
Este é um exercício que cura e energiza consideravelmente.
Produz uma mudança de consciência que ti permite ultrapassar o mundo conceitual do pensamento e atingir a consciência incondicionada.

Precisas que a natureza te ensine e te ajude a conectar-te com teu Ser.
Não estás separado da natureza.

Todos somos parte da vida única que se manifesta em incontáveis formas em todo universo, formas que estão, todas elas, completamente interconectadas.

Quando reconheces a santidade, a beleza, a incrível quietude e dignidade que existem em uma flor ou em uma árvore, acrescentas algo a esta flor ou a esta árvore.

Pensar é uma etapa na evolução da vida.
A natureza existe em uma quietude inocente que é anterior à aparição do pensamento.

Quando os seres humanos se aquietam, vão além do pensamento. Aquietude que está além do pensamento contém uma dimensão maior de conhecimento, de consciência.

A natureza pode levar-te à quietude.
Este é o presente dela para ti.

Quando percebes a natureza e te unes a ela no campo da quietude, este se enche com tua consciência.
Este é o teu presente para a natureza.

Através de ti, a natureza toma consciência de si mesma.
É como se a natureza tivesse ficado à tua espera durante milhões de anos para adquirir esta consciência.






Fonte: AMIK e Carlos Rangel Santiago Querétaro

domingo, 6 de junho de 2010

FELICIDADE REALISTA

A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote
louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a
gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,
sarados, irresistíveis.

Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema:
queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas.

E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem
podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.

Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos
por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de
velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos
ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta
televisão...

Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais
realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de
felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances
ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor
minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.

Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo,
usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o
suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente
tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando
coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um
pouco de criatividade.

Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o
improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem
almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno.

Olhe para o relógio: hora de acordar! É importante pensar-se ao
extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas
sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa
seus limites é que leva o prêmio.

Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está
alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras,
demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para
ser feliz.

Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode
encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade.
Ela transmite paz e não sentimentos fortes, que nos atormenta e
provoca inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria, paixão,
entusiasmo, mas não felicidade.








Mário Quintana.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

MEDITAÇÃO TRANSCENDENTAL




















Para afastar o temor: ensina-me ó Pai a sentir que estou todo envolta na améola de tua sempre protetora onipotência, no nascimento, na tristeza, no prazer, na morte, na atividade, na meditação, nas atribuições e na emancipação final: sempre!

Rio-me de todos os temores, pois meu protetor, meu Pai e Mãe, meu Deus amado está especialmente atento, presente e alerta em todas as partes, com o deliberado propósito de proteger-me das tentações do mal.

Espírito Divino! Bendiga-me para que possa encontrar fácilmente a felicidade em vez de mostrar-me preocupado e nocivo em cada prova; contrariedade ou dificuldade que se me apresente. Ensina-me a ser firme e prudentemente valoroso, sem violência, em vez de ser diminuto e medroso.

Para afugentar a ira: contentes ou irritados, bons ou maus, brancos ou negros, amarelos ou vermelhos, todos os homens são teus filhos. Ensina-me a amá-los todos, sem distinções. Ensina-me a não acender a ira, para não devastar o oásis da paz dentro de mim e dentro dos outros, e antes sim, a extinguir toda rejeição com as torrentes do meu incessante amor.

É meu propósito não mostrar nunca mais a máscara da ira em meu rosto. Jamais assassinarei minha vida espiritual injetando o veneno da ira no coração de minha paz. Não sentirei repulsa por ninguém, porque tanto o bom como o mau são meus irmãos, nascidos de meu Divino Pai. Acalmarei a injúria dos outros com o exemplo edificante de minha tranqüilidade.





Paramahansa Yogananda.

domingo, 16 de maio de 2010

A MODERAÇÃO EM TUDO É BOA.













Tudo isso vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga seus dias na sua perversidade.
Não sejas demasiadamente justo, nem exageradamente sábio; por que te destruirias a ti mesmo?
Não sejas demasiadamente perverso, nem sejas louco; por que morrerias fora do tempo?
Bom é que retenhas isto e também daquilo não retires a tua mão; pois quem teme a Deus de tudo isto sai ileso.
A sabedoria fortalece ao sábio, mais do que dez poderosos que haja na cidade.
Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque.
Não apliques o coração a todas as palavras que se dizem, para que não venhas a ouvir o teu servo a amaldiçoar-te, pois tu sabes que muitas vezes tu mesmo tens amaldiçoado a outros.









Eclesiastes 7.

terça-feira, 4 de maio de 2010

NÃO SE DEVE AMAR O MUNDO









Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.

Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente.







Fonte: João 2,3

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PALAVRAS DE SRI AROBINDO










Para aqueles que desejam viver a vida espiritual, o Divino deve vir sempre em primeiro lugar, todo o resto é secundário.

A Verdade para você é sentir o Divino em você, abrir-se a Mãe e trabalhar para o Divino até que você esteja consciente dela em todas as suas atividades. Deveria haver a consciência da presença divina em seu coração e a guiança divina em seus atos.




Livrar-se inteiramente do desejo demora muito tempo. Mas, se você pode uma vez expulsá-lo da natureza e percebê-lo como uma força vindo de fora e enfiando suas garras no vital e físico, será mais fácil livrar-se do invasor.

Você precisa ir bem para dentro de você e entrar em uma completa dedicação à vida espiritual. Toda adesão a preferências mentais deve ser abandonada, toda insistência em objetivos e interesses e apegos vitais deve ser afastada, toda ligação egoísta a família, amigos, país, deve desaparecer se você quer ser bem sucedido na Yoga.

É necessário observar e conhecer os movimentos errados em você; pois eles são a fonte de suas dificuldades e têm que ser persistentemente rejeitados se é para você ser livre.

O mundo vai atrapalhar você enquanto alguma parte de você pertencer ao mundo. É somente se você pertencer inteiramente ao Divino que você pode tornar-se livre.

Os caminhos do Divino não são como os da mente humana ou de acordo com os nossos padrões, e é impossível julgá-los ou estabelecer para Ele o que Ele deve ou não deve fazer, porque o Divino sabe melhor do que nós podemos saber.

Não impor sua mente e vontade vital ao Divino mas receber a vontade do Divino e segui-la é a verdadeira atitude na sadhana... Dar-se, entregar-se e receber com alegria tudo o que o Divino dá, e não se afligindo ou revoltando, é o melhor caminho. Então o que você receber será a coisa certa para você.

Você tem que somente, aspirar, manter-se aberto à Mãe, rejeitar tudo que é contrário à vontade dela e deixá-la trabalhar em você - também fazendo todo seu trabalho para ela e na fé de que é através da força dela que você consegue fazê-lo. Se você permanecer aberto deste modo, o conhecimento e realização virá para você no devido tempo.

Não importa que defeitos você possa ter em sua natureza. A única coisa que importa é você se manter aberto à Força. Ninguém pode se transformar por seus próprios esforços sem qualquer ajuda; é somente a Força Divina que pode transformá-lo. Se você se mantém aberto, todo o resto será feito pelo Divino.

Quase ninguém é forte o suficiente para superar, por sua aspiração e vontade não ajudadas, as forças da natureza mais baixa; mesmo aqueles que o fazem, conseguem somente uma certa espécie de controle mas não um domínio completo. Vontade e aspiração são necessárias para trazer para baixo a ajuda da Força Divina e para manter o ser do lado dela quando lida com os poderes mais baixos. Só a força Divina cumprindo a vontade espiritual e a aspiração psíquica do coração pode afetar a conquista.

Abandonar o esforço pessoal não é o que lhe é pedido, mas chamar cada vez mais pelo Poder Divino e através dele governar e guiar o esforço pessoal.

Praticar a Yoga implica na vontade de superar todos os apegos e voltar-se para o Divino somente. A coisa principal na Yoga é confiar na Graça Divina a cada passo, dirigir o pensamento continuamente para o Divino e oferecer-se até que o ser se abra e a Força da Mãe possa ser sentida trabalhando no Addhar (receptáculo da consciência).

Temos que reconhecer uma vez mais que o indivíduo não existe sozinho nele mesmo mas na coletividade, e que perfeição e libertação individual não são o sentido completo da intenção de Deus no mundo. O uso livre de nossa liberdade inclui também a libertação de outros e da humanidade, e a perfeita utilidade de nossa perfeição é, tendo realizado em nós mesmos o símbolo divino, reproduzi-lo, multiplicá-lo e finalmente universalizá-lo em outros.

A maioria das pessoas vive em sua personalidade exterior comum e ignorante que não se abre facilmente ao Divino; mas há um ser interior dentro delas, do qual elas não sabem, que pode se abrir facilmente à Verdade e à Luz. No entanto há uma parede que as separa dele, uma parede de obscuridade e não-consciência. Quando ela desmorona, então há uma libertação.

Permanecer tranqüilo dentro, firme na vontade de ir até o fim, recusando ficar perturbado ou desencorajado por dificuldades ou flutuações, esta é uma das primeiras coisas a serem aprendidas no Caminho.

Se há dificuldades, tropeços ou falhas, deve-se olhar para eles quietamente e chamar para dentro tranqüila e persistentemente a ajuda Divina para removê-los, mas não se permitir ficar transtornado ou angustiado ou desencorajado... a mudança total da natureza não pode ser feita em um dia.

A estrada da Yoga é longa, cada palmo de chão tem que ser ganho contra muita resistência, e nenhuma qualidade é mais necessária para o aprendiz do que paciência e uma perseverança inflexivelmente decidida, com uma fé que se mantém firme através de todas as dificuldades, atrasos e aparentes falhas.

Uma vez que se colocou os pés no caminho, como se pode recuar dele para algo inferior? Se você se mantém firme quedas não importam, levanta-se de novo e continua em frente. Se você é firme na direção ao objetivo não pode haver nenhum fracasso definitivo no caminho para o Divino. E se há algo dentro de você que impulsiona, como certamente há, vacilações ou quedas ou falta de fé não fazem nenhuma diferença decisiva. Tem que se continuar até que a luta tenha passado e haja o caminho reto e aberto e sem espinhos diante de nós.

Um silêncio receptivo da mente, um apagar do ego mental e a redução do ser mental à posição de uma testemunha, um contato íntimo com o Poder Divino, é uma abertura do ser a esta única influência e nenhuma outra, são as condições para tornar-se um instrumento do Divino, movido por isto e isto somente.

A terra necessita um lugar onde os homens possam viver longe de rivalidades nacionais, convenções sociais, moralismos que se contradizem e religiões que se combatem; um lugar onde seres humanos, libertados de toda escravidão ao passado, possam devotar-se inteiramente à descoberta e prática da consciência divina, que está procurando manifestar-se.

Tudo o que resiste desaparecerá no tempo certo com o progressivo desabrochar da natureza espiritual.

Ser inteiramente sincero significa desejar somente a Verdade Divina, entregar-se cada vez mais à Mãe Divina, rejeitar toda exigência e desejos pessoais diferentes desta única aspiração, oferecer cada ação na vida ao Divino e fazer isto como o trabalho dado, sem introduzir o ego. Esta é a base da vida divina.

Fixe em sua mente e coração a resolução de viver para a Verdade Divina e para isto somente; rejeite tudo que é contrário e incompatível com isto e afaste-se dos desejos mais baixos; aspire por abrir-se ao Poder Divino e nenhum outro. Faça isso com toda sinceridade e a ajuda presente e viva de que você precisa não lhe faltará.

"Se submetermos nossa vontade consciente permitindo que ela se unifique com a Vontade do Eterno, então, mas só então, poderemos alcançar a verdadeira liberdade".

O supraconsciente é o verdadeiro fundamento, e não o subconsciente. Não é analisando-se os segredos da lama de onde nasce a flor do lótus que explicamos sua existência. O segredo da flor do lótus está no arquétipo divino que floresce para sempre nas alturas, na luz.

O amor do aprendiz (Sadhak) deveria ser pelo Divino. É somente quando ele tem isto plenamente que ele pode amar outros na maneira certa.

Pureza é aceitar nenhuma outra influência a não ser a influência do Divino.

Só depois de ter conseguido obter algum resultado positivo, e após ter-se verificado uma estabilização sobre uma base positiva, pode-se então, sem perigo algum, subverter os elementos adversos, ocultos no subconsciente para destruí-los e eliminá-los com a força da calma divina, da luz e da consciência divina.

Os Upanixades dizem que Aquele que Existe em si mesmo estabeleceu que as portas da Anima só poderão ser abertas de dentro para fora... A observação de si mesmo e a auto-análise são, portanto, uma importante e eficaz introdução à verdadeira interioridade.

Quanto mais ampla sua consciência se torna, mais você poderá receber do alto.

A evolução é uma lenta transformação da energia em consciência.

Dentro do coração existe um centro de Consciência, e dentro dele você pode enxergar o mundo inteiro.

Existe um estágio no sadhana [prática espiritual] onde o ser interior começa a despertar. Muitas vezes o primeiro resultado é condicionado pelos seguintes elementos:
1) O Um tipo de atitude testemunhal em que a consciência interna vê tudo o que acontece como um espectador ou observador, observando as coisas mas não assumindo nenhum interesse ativo ou prazer face a elas.
2) Um estado de neutra equanimidade onde não existe nem satisfação nem dor, somente quietude.
3) Um senso de ser de alguma forma à parte de tudo que acontece, observando mas não tomando parte.

Concentrar-se principalmente no seu próprio crescimento e experiência espiritual é a primeira condição para um buscador - ser ávido em ajudar aos outros provoca o desvio do trabalho interno. Crescer espiritualmente é a maior ajuda que alguém pode dar aos outros, pois a partir dele algo flui naturalmente que ajuda aqueles que estão à sua volta.

Todos os prazeres do mundo externo são temporários. Eles nunca duram. Todos os prazeres que você busca podem ser descobertos, em maior grau, internamente.

Aquele que depende dos sentidos para ser feliz está constantemente em busca de coisas novas para satisfazê-los.

Os nossos conceitos intelectuais são obstáculos no caminho do conhecimento...O estado de conhecimento que a yoga prevê não é uma simples concepção intelectual nem um claro discernimento da verdade... É uma realização no pleno sentido da palavra.

A mente é o auxílio, a mente é o obstáculo.

Observe a sua vida. Abra seus olhos. Enquanto você perseguiu a satisfação de seus desejos, o tempo lhe devorou.

Apenas o Self interior é eterno. Apenas a Consciência interna permanecerá.

A felicidade do Self não depende de fatores externos. Ela é completamente independente; ela surge, incondicionalmente, de dentro.

O homem é um ser anormal em busca da sua normalidade... O homem é um ser de transição.

Não importa o quanto às pessoas estejam insatisfeitas com as suas vidas, elas continuam a fazer exatamente o que eles sempre fizeram. Elas nunca param para pensar como poderiam por um fim em seus problemas. Ao invés disso, elas apenas reclamam, culpam seus maridos ou esposas, seus patrões, o governo ou a atualidade.

Pelos seus tropeços, o mundo é aperfeiçoado.

Quando a mente fica quieta, então a Verdade tem a chance de ser ouvida na pureza do silêncio.

Vocês não fazem idéia da vastidão que existe dentro de vocês. Este corpo parece pequeno, mas ele é a imagem do universo inteiro. Neste corpo existe um sol mil vezes mais brilhante que o sol externo.

Naquele momento espalhou-se por todo o meu ser uma tal brisa fresca e suave, que o cérebro aquecido se relaxou, num deleite fácil e supremo como em toda a minha vida nunca tinha conhecido... A partir daquele dia, todos os problemas da vida na prisão terminaram... Naquele dia, num único momento, Deus deu ao meu ser interior uma tal força que aqueles sofrimentos se foram, sem deixar nenhum traço ou marca. Foi possível ser feliz durante o longo e solitário confinamento... Eu também constatei a extraordinária força e eficácia da oração. Uma oração... Pode ligar a força do homem a uma força transcendente.

O estado de conhecimento que a yoga prevê não é... Uma simples concepção intelectual... É uma realização, no pleno Sentido da palavra.

quarta-feira, 17 de março de 2010

DOUTRINAS ÉTICAS

SÓCRATES



PLATÃO












Sócrates (470-399 a.C.) considerou o problema ético individual como o problema filosófico central e a ética como sendo a disciplina em torno da qual deveria girar todas as reflexões filosóficas. Para ele ninguém pratica voluntariamente o mal. Somente o ignorante não é virtuoso, ou seja, só age mal quem desconhece o bem, pois todo homem quando fica sabendo o que é bem, reconhece-o racionalmente como tal e necessáriamente passa a praticá-lo. Ao praticar o bem, o homem sente-se dono de si e consequentemente é feliz.

A virtude seria o conhecimento das causas e dos fins das ações fundadas em valores morais identificados pela inteligência e que impelem o homem a agir virtuosamente em direção ao bem.

Platão (427-347a.C.) ao examinar a idéia do Bem a luz da sua teoria das idéias, subordinou sua ética à metafísica. Sua metafísica era a do dualismo entre o mundo sensível e o mundo das idéias permanentes, eternas, perfeitas e imutáveis, que constituíam a verdadeira realidade e tendo como cume a idéia do Bem, divindade, artífice ou demiurgo do mundo.

Para platão a alma - princípio que anima ou move o homem - se divide em três partes: vontade(ou ânimo) e apetite (ou desejos). As virtudes são função desta alma, as quais são determinadas pela natureza da alma e pela divisão de suas partes. Na verdade ele estava propondo uma ética das virtudes, que seriam função da alma.

Pela razão, faculdade superior e característica do homem, a alma se elevaria mediante a contemplação ao mundo das idéias. Seu fim último é purificar ou libertar-se da matéria para contemplar o que realmente é e, acima de tudo, a idéia do Bem.

Para alcançar a purificação é necessário praticar as várias virtudes que cada parte da alma possui. Para Platão cada parte da alma possui um ideal ou uma virtude que devem ser desenvolvidos para seu funcionamento perfeito. A razão deve aspirar à sabedoria, a vontade deve aspirar à coragem e os desejos devem ser controlados para atingir a temperança.

Cada uma das partes da alma, com suas respectivas virtudes, estava relacionada com uma parte do corpo. A razão se manifesta na cabeça, a vontade no peito e o desejo baixo-ventre. Somente quando as três partes do homem puderem agir como um todo é que temos um indivíduo harmônico.

A harmonia entre essas virtudes constituía uma quarta virtude: a justiça.

Platão de certa forma criou uma "pedagogia" para o desenvolvimento das virtudes. Na escola as crianças primeiramente têm de aprender a controlar seus desejos desenvolvendo a temperança, depois incrementar a coragem para, por fim, atingir a sabedoria.

A ética de Platão está relacionada intimamente com sua filosofia política, porque para ele, a polis (cidade estado) é o terreno próprio para a vida moral. Assim ele buscou um estado ideal, um estado-modelo, utópico, que era constituído exatamente como o ser humano. Assim como o corpo possui cabeça, peito e baixo-ventre, também o estado deveria possuir, respectivamente, governantes, sentinelas e trabalhadores. O bom estado é sempre dirigido pela razão.

É curioso notar que, no Estado Platão, os trabalhadores ocupam o lugar mais baixo em sua hierarquia. Talvez isto tenha ligação com a visão depreciativa que os gregos antigos tinham sobre esta atividade.

A ética platônica exerceu grande influência no pensamento religioso e moral do ocidente.







NOVA Didatismo e Conhecimento.

quarta-feira, 3 de março de 2010

PALAVRAS DO SÁBIO YOGANANDA



















India, 6 de março de 1938


"Os cataclismas que subitamente ocorrem no seio da natureza, provocando
devastações e danos em massa não são "obras de Deus".

Essas catástrofes resultam dos pensamentos e ações dos homens.

Onde quer que o equilíbrio vibratório do mundo seja perturbado, por vibrações nocivas resultantes de pensamentos e procedimentos errôneos do homem, veremos destruições como as que experimentamos recentemente (1938).

O mundo continuará a ter guerras e calamidades "naturais", até que todos os povos corrijam seus erros de pensamento e de comportamento.

As guerras ocorrem, não por uma ação divina, mas pela disseminação do egoismo pessoal.

Elimine-se o egoísmo individual - industrial, politico, nacional - e não haverá mais guerras.

Quando a materialidade predomina na consciência do homem, há uma emissão de raios negativos, energia de poder cumulativo, que perturba o equilibrio da natureza e, então, ocorrem terremotos, enchentes e outros "desastres".

Deus não é responsável por eles!

O homem deve controlar seus pensamentos antes de pensar poder controlar a natureza.







Fonte: A Eterna Busca do Homem.

terça-feira, 2 de março de 2010

EXEMPLO DE ÉTICA

Visitando um antigo cemitério, impressionou-me a inscrição, na lápide de uma mulher, de um epitáfio colocado por sua família. Dizia: "Ela fez o que pôde". acho que não existe melhor resumo para uma vida bem vivida, uma vida eticamente vivida. Ela fez o que pôde. Mais não fez, porque mais não podia fazer. Mas, e principalmente isso, não fez menos do que podia fazer. Com o que, ganhou o respeito, a admiração e afeto de sua família e, certamente, de muita outras pessoas. Somos éticos quando fazemos, pelos outros, tudo o que podemos fazer, tudo o que está ao nosso alcance fazer. Ética é isso, é a prática do bem até os limites de nossas forças. Quando atingimos esse limite, temos a satisfação do dever cumprido. Que é a primeira condição para chegarmos a felicidade.

Por que e aquém a falta de ética prejudica? A falta de ética mais prejudica a quem tem menos poder (menos poder econômico, menos poder cultural, menos poder político).
Atransgressão aos princípios éticos acontece sempre que há desigualdade e injustiça na forma de exercer o poder. Isso acentua ainda mais a desigualdade e a injustiça. A falta ou quebra da ética significa a vitória da injustiça, da desigualdade, da indignidade, da discriminação. Os mais prejudicados são os mais pobres, os excluidos.

A falta de ética prejudica o doente que compra remédios caros e falsos; prejudica a mulher, o idoso, o negro, o índio, recusados no mercado de trabalho ou nas oportunidades culturais; prejudica o trabalhador que tentar a vida política; prejudica os analfabetos no acesso aos bens econômicos e culturais; prejudica as pessoas com necessidades especiais (físicas ou mentais) a usufruir da vida social; prejudica com discriminação e a humilhação os que não fazem a opção sexual esperada e induzida pela moral dominante etc.

A atitude ética, ao contrário, é includente, tolerante e solidária: não apenas aceita, mas também valoriza e reforça a pluralidade e a diversidade, porque plural e diversa é a condição humana. A falta de ética instaura um estado de guerra e desagregação, pela exclusão. A falta de ética ameaça a humanidade.

Em que e onde, no Brasil, está mais fazendo falta a ética? A falta e a quebra da ética ameaça todos os setores e aspectos da vida e da cultura de um país. Mas não há como negar que, na vida política, a falta ou quebra da ética tem o efeito mais destruidor. Isto se dá porque o político deve ser um exemplo para a sociedade.

A política é o ponto de equilíbrio de uma nação. Quando a política não realiza sua função, de ser a instância que faz valer a vontade e o interesse coletivo, rompe-se a confiabilidade e o tecido político e social do país. O mesmo acontece quando a classe política apóia-se no poder político para fazer valer seus interesses privados.

A multiplicação de escândalos políticos no Brasil só não é mais grave que uma de suas própria consequências: a de converter-se em coisa banal, coisa natural e corriqueira, diante da qual os cidadãos sejam levados a concluir: "sempre foi assim, nada pode fazer isso mudar", ou coisa ainda pior: " ele rouba, mas faz".

Do outro lado, uma vida política saudável, transparente, representativa, responsável, verdadeiramente democrática, ou seja, ética, tem o poder de alavancar a autoconfiança de um povo e reerguer um país alquebrado e ameaçado pela desagregação.

A ética é um comportamento social, ninguém é ético num vácuo, ou teoricamente ético. Quem vive numa economia a-ética, sob um governo antiético e numa sociedade imoral acaba só podendo exercer a sua ética em casa, onde ela fica parecendo uma espécie de esquisitice. A grande questão destes tempos degradados em que é medida uma ética pessoal onde não existe ética social é um refúgio, uma resistência ou uma hipocrisia. Já que ninguém mais pode ter a pretensão de ser um exemplo moral sequer para o seu cachorro, quando tudo a sua volta é um exemplo do contrário.




Luis Fernando Veríssimo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SANTIDADE DE VIDA







Luzes em Meio das Trevas

O Senhor tem permitido que Sua luz brilhe sobre nós nos últimos dias, para que a escuridão e as trevas que estiveram a acumular-se nas gerações passadas em virtude de condescendências pecaminosas, pudessem ser desfeitas em certa medida, e para que a esteira de males decorrentes da intemperança no comer e no beber fosse diminuída.

Em Sua sabedoria desejava o Senhor levar o Seu povo a uma posição na qual eles se tornariam separados do mundo no espírito e na prática, para que seus filhos não fossem tão prontamente levados à idolatria e se contaminassem com a corrupção prevalecente desta época. É desejo de Deus que os pais crentes e seus filhos permaneçam como representantes vivos de Cristo, candidatos à vida eterna. Todos os que são participantes da natureza divina escaparão à corrupção que pela concupiscência há no mundo. É impossível aos que transigem com o apetite alcançarem a perfeição cristã. Não podeis atingir as sensibilidades morais de vossos filhos enquanto não fordes cuidadosos na escolha de sua alimentação. Testimonies, vol. 2, págs. 399 e 400.

Este mundo é uma escola de preparo para a escola do além, esta vida é um preparo para a vida por vir. Devemos preparar-nos aqui para a entrada nas cortes celestiais. Cumpre-nos receber a verdade, crer nela e praticá-la aqui, até que estejamos preparados para habitar com os santos na luz. Testimonies, vol. 8, pág. 200.

Página 581





Ellen G. white
www.ellenwhitebooks.com

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A DIVERTÊNCIA CONTRA A MALDADE









O homem de Belial, o homem vil, é o que anda com a perversidade na boca, acena com os olhos, arranha com os pés e faz sinais com os dedos.
No seu coração há perversidade; todo o tempo maquina o mal; anda semeando contendas.
Pelo que a sua destruição virá repetinamente; subitamente, será quebrantado, sem que haja cura.
Seis coisas o SENHOR aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre irmãos.










Provérbio 6.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

COM O SALVAR SUA CASA










Sangha Virtual

Estudos Budistas

Tradição do Ven. Thich Nhat Hanh


Como salvar a sua casa



Quando alguém diz ou faz alguma coisa que nos deixa com raiva, nós sofremos. Temos a tendência de dizer ou fazer de volta alguma coisa que também provoque sofrimento na outra pessoa, na esperança de assim sofrermos menos. Pensamos: Quero punir você, quero fazer você sofrer porque você me fez sofrer. E quando eu perceber que você está sofrendo bastante, eu me sentirei melhor.”



São muitos os que acreditam nessa prática infantil. O que acontece é que, quando você faz o outro também sofrer, ele tentará sentir alívio fazendo você sofrer mais ainda. Cria-se assim um processo progressivo do sofrimento de ambas as partes. Na verdade, as duas pessoas necessitam de compaixão e ajuda. Nenhuma das duas precisa ser punida.



Quando você sentir raiva, volte-se para dentro de si mesmo e cuide dela o melhor que puder. E quando alguém fizer você sofrer, cuide do seu sofrimento e da sua raiva. Não diga nem faça nada. Qualquer coisa que você diga quando está com raiva pode causar ainda mais dano ao relacionamento. No entanto, a maioria de nós não faz isso. Em vez de nos voltarmos para dentro de nós e cuidarmos da raiva, queremos ir atrás da outra pessoa para puni-la.



Se sua casa estiver pegando fogo, a coisa mais urgente que você tem a fazer é tentar apagar o incêndio e não correr atrás da pessoa que o provocou. Esta não seria uma atitude sábia. Da mesma maneira, quando você sente raiva, se continuar a discutir com a outra pessoa, se tentar puni-la, você estará agindo exatamente como aquele que corre atrás do criminoso enquanto as chamas estão devorando a casa dele.



O Buda nos deu instrumentos extremamente eficazes para apagar o fogo que arde dentro de nós: o método da respiração consciente, o método do andar consciente, o método de abraçar nossa raiva, o método de examinar profundamente a natureza das nossas percepções e o método de observar profundamente a outra pessoa para compreender que ela também sofre muito e precisa de ajuda. Esses métodos são muito práticos e procedem diretamente do Buda.



Inspirar conscientemente é saber que o ar está entrando no corpo e expirar conscientemente é saber que o corpo está permutando ar. Assim, você fica em contato com o ar e com o seu corpo, e como sua mente está atenta a tudo isso, você fica em contato com ela também. Basta apenas uma única respiração consciente para voltar a ter contato com você e com tudo em torno, e três respirações conscientes para manter esse contato.



Quando estiver andando de um lado para outro da sala, ou de um prédio para outro, permaneça consciente do contato dos seus pés com o solo e do contato do ar à medida que ele entra e sai do seu corpo. Procure descobrir o número de passos que você pode dar com conforto enquanto inspira e quantos você pode dar enquanto solta o ar dos pulmões. Enquanto inspirar, você pode dizer mentalmente "entrando", e quando expirar, "soltando". Desta forma você estará praticando a meditação sempre que andar e, com isso, poderá transformar a vida do dia-a-dia.



Não basta ler livros a respeito de diferentes tradições espirituais ou realizar seus rituais. O importante é praticar os ensinamentos dessas tradições, porque são eles que podem nos transformar, não importa a religião ou tradição espiritual a que pertencemos. Se você procurar praticar aquilo que estou lhe ensinando, deixará de ser um mar de fogo e se tornará um lago refrescante. Seu sofrimento vai diminuir e você se tornará uma fonte de alegria e felicidade para muitas pessoas à sua volta.



Sempre que surgir a raiva, pegue um espelho e olhe para seu reflexo. Quando você sente raiva, centenas de músculos do seu rosto ficam muito tensos e você deixa de ser uma pessoa bonita. Sua face parece uma bomba prestes a explodir. Olhe para alguém que está com raiva. Quando nota a tensão nessa pessoa, você leva um susto. A bomba dentro dela pode explodir a qualquer minuto. Por isso, é muito útil olhar para nós mesmos nos momentos em que estamos com raiva. Este é o sino destinado a alertar a mente, pois, quando você se vê dessa maneira, sente vontade de fazer alguma coisa para se modificar. Você sabe o que precisa fazer para melhorar sua aparência. Não são necessários cosméticos, basta respirar profunda e tranqüilamente, relaxar e sorrir conscientemente. Se você conseguir fazer isso uma ou duas vezes, sua aparência ficará mais bonita. Olhe-se simplesmente no espelho, inspire com calma, solte o ar sorrindo e você sentirá um grande bem-estar.



Como já disse, a raiva é um fenômeno psicológico, mas está estreitamente ligada a elementos biológicos e bioquímicos. Ela faz os músculos ficarem tensos, mas quando você sorri abertamente começa a relaxar e a raiva diminui. O sorriso permite que a energia da plena consciência nasça em você, deixando-o abraçar a raiva.



Antigamente, os servos dos reis e das rainhas sempre tinham consigo um espelho para verificarem sua aparência quando o monarca recebia um visitante. Experimente fazer isso. Carregue com você um espelho e mire-se nele para ver qual o seu estado. Depois de inspirar e expirar algumas vezes, sorrindo para si mesmo, a tensão será substituída pelo alívio.



A raiva é como um bebê que grita, sofre e chora. Ele precisa que a mãe o abrace. Você é a mãe do seu bebê - a sua raiva. No momento em que começa a praticar a respiração consciente, você possui a energia de uma mãe para embalar e abraçar o bebê. Abraçar a raiva, inspirar e soltar o ar já é suficiente. O bebê sentirá um alívio imediato.



Todas as plantas são nutridas pela luz do sol, e todas são sensíveis a ela. Qualquer vegetação que é abraçada pela luz do sol passa por uma transformação. De manhã, as flores ainda não se abriram, mas, quando o sol aparece, sua luz abraça as flores e tenta penetrá-las. A luz do sol é formada por minúsculas partículas chamadas fótons. Estes penetram gradualmente na flor, um por um, até que muitos conseguem chegar do lado de dentro. A flor então deixa de resistir e se abre para a luz do sol.



Do mesmo modo, todas a formações mentais e fisiológicas existentes em nós são sensíveis à plena consciência. Se esta estiver presente, abraçando seu corpo, ele se transformará. Se a plena consciência estiver presente, abraçando sua raiva ou seu desespero, estes também serão transformados. De acordo com o Buda e segundo a nossa experiência, qualquer coisa que receba o abraço da plena consciência passará por uma transformação.



A raiva é como uma flor. No início, você pode não compreender a natureza da sua raiva ou por que ela se manifestou. Mas, se você souber como abraçá-la com a energia da plena consciência, ela começará a se abrir. Para gerar a energia da plena consciência e abraçar a raiva, você pode ficar na posição sentada, acompanhando mentalmente sua respiração, ou praticar a meditação andando e concentrando-se em cada passo. Depois de dez ou vinte minutos, a raiva terá se aberto para você e, de repente, você verá sua verdadeira natureza. Ela pode ter surgido apenas por causa de uma percepção errada ou da falta de habilidade de alguém que não tinha a intenção de lhe causar sofrimento.



Para que a flor da raiva se abra, você precisa manter a plena consciência durante um certo período de tempo. É como quando se cozinha batatas: você coloca as batatas na panela, tampa a panela e a põe no fogo. Mesmo que a chama esteja muito alta, se você desligar o fogo passados cinco minutos, as batatas não estarão cozidas. Você precisa manter o fogo aceso pelo menos durante quinze ou vinte minutos para as batatas cozinharem. Depois disso, você destampa a panela e sente o delicioso aroma das batatas cozidas. A raiva é assim. Ela precisa ser cozida. No início, ela está crua. Você não pode comer batatas cruas. É muito difícil gostar da raiva, mas, se você souber cuidar dela, souber cozinhá-la, a energia negativa da raiva se transformará na energia positiva do entendimento e da compaixão.



Você é capaz de fazer isso. Não é algo que somente um Grande Ser possa fazer. Você também pode. Você é capaz de transformar o lixo da raiva na flor da compaixão. Muitos conseguem fazer isso em apenas quinze minutos. O segredo é continuar a prática da respiração consciente, a prática do andar consciente, gerando a energia da plena consciência a fim de abraçar a raiva.



Abrace a raiva com bastante ternura. Ela não é sua inimiga, ela é seu bebê. Ela é como seu estômago ou seu pulmão. Quando tem algum problema no pulmão ou no estômago, você não pensa em jogar o órgão fora. O mesmo acontece com relação à raiva. Você a aceita porque sabe que pode cuidar dela. Você é capaz de transformá-la numa energia positiva. O jardineiro orgânico não pensa em jogar fora o lixo. Ele sabe que precisa do lixo, pois é capaz de transformá-lo em adubo composto, para que este possa novamente se transformar em alface, pepino, rabanete e flores. Ao praticar os ensinamentos, você é uma espécie de jardineiro, um jardineiro orgânico.



Tanto a raiva quanto o amor possuem uma natureza orgânica, o que significa que ambos podem mudar. O amor pode se transformar em ódio. Você sabe muito bem disso. Muitos de nós começamos os relacionamentos com um amor muito intenso. Tão intenso que acreditamos que não conseguiremos sobreviver sem nosso parceiro. No entanto, se não estivermos plenamente conscientes, um ou dois anos são suficientes para que o amor se transforme em ódio. Então, na presença do nosso parceiro, nós nos sentimos muito mal. Viver juntos se torna impossível, e a única saída passa a ser o divórcio. O amor se transformou em ódio, nossa flor virou lixo. Mas, com a energia da plena consciência, você pode olhar para o lixo e afirmar: "Não estou com medo. Sou capaz de transformar o lixo novamente em amor."



Se você enxergar em si mesmo os elementos do lixo, como o medo, o desespero e o ódio, não entre em pânico. Na qualidade de um bom jardineiro orgânico, de uma pessoa que pratica bem os ensinamentos, você tem condições de enfrentar essa situação: "Reconheço que existe lixo em mim. Vou transformar esse lixo num adubo composto capaz de fazer meu amor reaparecer."



Aqueles que têm confiança na prática da plena consciência não pensam em fugir de um relacionamento difícil. Quando você conhece e pratica as técnicas da respiração consciente, do andar consciente, do sentar consciente e do comer consciente, você consegue gerar a energia da plena consciência e abraçar sua raiva ou seu desespero. O simples fato de você acolhê-los e abraçá-los já lhe trará alívio. Depois, sem afrouxar o abraço, você pode se dedicar à prática de examinar profundamente a natureza da sua raiva. A prática, portanto, encerra duas fases. A primeira envolve o abraçar e o reconhecer: "Minha querida raiva, sei que você está presente, estou cuidando muito bem de você." A segunda fase consiste em contemplar profundamente a natureza da sua raiva para ver como ela surgiu.



Você precisa ser como a mãe que presta atenção ao choro do bebê. Se a mãe está trabalhando na cozinha e ouve o bebê chorar, ela pára qualquer coisa que esteja fazendo e corre para confortar seu filho. Ela pode estar preparando uma ótima sopa, mas nada é mais importante do que o sofrimento do bebê. O surgimento da mãe no quarto do bebê é como a luz do Sol, porque ela está repleta do calor do amor, do cuidado e da ternura. A primeira coisa que ela faz é pegar o bebê e abraçá-lo com carinho. Quando a mãe abraça o bebê, sua energia penetra nele e o acalma. É exatamente isso que você precisa aprender a fazer quando a raiva começar a se manifestar. Você tem que abandonar tudo que estiver fazendo, porque a tarefa mais importante que você tem diante de si é se voltar para dentro e tomar conta do seu bebê, a raiva. Nada é mais urgente do que cuidar bem do seu neném.



Você se lembra que, quando era criança e tinha febre, mesmo que lhe dessem aspirina ou algum outro remédio, você só se sentia melhor quando sua mãe punha a mão na sua testa escaldante? A sensação era tão boa! A mão dela parecia a mão de uma deusa. Quando ela o tocava, você sentia um grande frescor, amor e compaixão entrando no seu corpo. A mão da sua mãe é a sua própria mão. A mão dela ainda estará viva na sua se você souber como inspirar e expirar, se você ficar plenamente consciente. Depois, ao tocar sua testa com sua própria mão, você perceberá que a mão da sua mãe ainda está presente, tocando sua testa. Você receberá a mesma energia de amor e ternura.



A mãe segura de forma consciente o bebê, totalmente concentrada nele. O bebê sente um certo alívio porque está sendo abraçado com ternura pela mãe, como a flor que é envolvida pela luz do sol. Ela abraça o bebê não apenas porque o ama, mas também para descobrir o que há de errado com ele. Como ela é uma verdadeira mãe, extremamente talentosa, consegue descobrir rapidamente o problema do neném. Ela é especialista em bebês.



Na qualidade de praticantes dos ensinamentos, temos que ser especialistas em raiva. Temos que cuidar da nossa raiva e praticar até compreender a sua origem e o seu funcionamento. Ao abraçar conscientemente o bebê, a mãe descobre a causa do sofrimento dele e fica muito mais fácil para ela corrigir a situação. Se o bebê está com febre, ela lhe dará um remédio para baixar a febre. Se estiver com fome, ela o alimentará, e se a fralda estiver molhada, ela a trocará.



Como praticantes, é exatamente isso que fazemos. Abraçamos conscientemente nosso bebê - a raiva - para obtermos alívio. Continuamos a praticar a respiração consciente e o andar consciente, como uma canção de ninar para a nossa raiva. A energia da plena consciência penetra na energia da raiva, exatamente como a energia da mãe penetra na energia do bebê. Não existe nenhuma diferença. Se você souber sorrir, praticar a respiração consciente e a meditação, concentrando-se nos seus passos, é certo que sentirá alívio em cinco, dez ou quinze minutos.



No momento em que você sente raiva, você tem a tendência de acreditar que seu sentimento foi criado por outra pessoa. Você culpa esta pessoa por todo o seu sofrimento. Mas, ao fazer um exame profundo, você talvez perceba que a semente da raiva que existe em você é a principal causa do seu sofrimento. Muitas outras pessoas, quando confrontadas com a mesma situação, não ficariam com a raiva com que você fica. Elas ouvem as mesmas palavras, presenciam a mesma situação, mas são capazes de permanecer mais calmas, sem se deixarem afetar tanto pelas circunstâncias. Por que você se enraivece com tanta facilidade? Talvez isso aconteça porque a semente da raiva é muito forte, e como você não praticou os métodos destinados a cuidar bem da raiva, a semente dela pode ter sido regada no passado com excessiva freqüência.



(Do livro “Aprendendo a lidar com a raiva” - Thich Nhat Than)

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

AS BEM-AVENTURANÇAS















JESUS, dizendo:
Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados sois quando, por minha causa vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.
Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós.






Mateus 5

domingo, 3 de janeiro de 2010

O SUTRA MENOR DA CASA DE SAIBRO

Ordinary human love results in misery. Love for God brings blessedness.

Sri Sarada Devi.







I. Coração de Pedra & Metanóia.











Pedra lisa e úmida.
[Musgosa].


Confessemos a condição
de pedra à Luz Mesma.


[E basta-nos de Confissão!].


E a brisa, o musgo
desaloja. [Desaloja
o musgo, a brisa].


Confessemos a pedra
à Luz. Expliquemos a
Deus [ao Céu-em-nós]
a Escala Maior das
Coisas.


Não imergirá a pedra
em vã minúcia [ou em
água pútrida]. Nem o
Deus-em-nós. Mas em
Fé Acesa e Incisiva.


[E não nos fiemos em
Textos ou Hierarquias:
Há Anjos travestidos em
Fantasmas. E vice-versa].


Envolvamos a pedra
negra e lisa com Luz
Branca. Enxuguemos
sua água.


Em pedra seca, não
haverá musgo.


Não haverá musgo
em pedra seca.









II. Trazendo Ar ao Deus Mau [&

Mal Incutido]: Demiurgo Mau.

[Testamento Antigo].







Respirando, traz
paciência ao Impaciente
Deus que em ti Trepida.


Ora por ti e por Ele: porque
tu O acolhes, e Ele te acolhe
mal.


[Ora te Acolhe, ora te Repudia,
Este Deus Temperamental].


Não deixes Este Deus alegar
Que O fizeste sofrer: Ele dizimou
Povos. E o sangue dos homens é o
Seu Lagar.


Larga-O!


Mostra-Lhe a Escala Maior
das Coisas.


Ajuda Este Deus [Bebê Birrento
e Perigoso] a Equilibrar a Balança
da Caprichosa Injustiça, com a Justiça
e a Misericórdia.


[Ele nada Sabe de Misericórdia,
por mais que Blefe e Esperneie].


Como Criança Fútil e Torpe, Fez
Do Universo o Seu Brinquedo. Nele
Exerceu e Exercitou os Seus Caprichos.
E não Se Cansa, pelos Séculos dos
Séculos.


Mostra-Lhe, respirando, a Escala
Maior das Coisas. Este Deus que,
em vez de Falar, Queima e Troveja:
Modelo de Poder com Suprema
Ignorância. [Ígnea e Ímpia
Mistura].


Aquieta Este Deus que Deambula
Demais, Perambula, Circum-Ambula,
Fala Mal e é Tagarela. Aquieta Sua
Iníqua Agitação.


Se a ti Ele Reclama, de Forma Plena
e Ininterrupta, aquieta-O, em teu
silêncio. Respira, respirar brando.


Se a ti Ele Reclama de Forma Inin
Terrupta & Plena, a Possessividade
d’Ele está Acima [e portanto, Abaixo]
do Enorme Apego Humano. [Quão Iníquo
e Apegado é Este Deus]. Respira brando e
perdoa-O. É teu dever de homem. O Perdão
está Acima de Sua Capacidade. Não O Deixa
Matar [com Seu Trovão] tua Bondade Humana.


Se Este Deus-Mais-Que-Apegado quer Pegar
[quer Roubar] teu coração, não O deixa fazê-lo
[Deus: além de Mau Juiz, também Ladrão].


Se te imaginas pelo Deus chantageado
[ou chantageada], a partir do Trovão,
Coroa ou Chaga, não o consinta:
amputa-O!


Como está escrito, no âmago
de cada bom coração: melhor
o Deus sem Mão [ou Braço] do
que perderes a Alma.





Cura-te da Antiga Prosternação
[do Testamento Antigo: Oh, Cego
Deus e Ávido Deus que em Ti Habita]:
nenhuma pessoa [ou Escritura] te trará
alívio. A palavra humana é como palha.


[Ou bala mortífera].


E o Silêncio é Ouro ou
Prata [segundo a Vastidão, a
Tendência, o Tom e a Cor da
Solidão de Cada Alma].


Confia no Mistério da Luz
Branca. E, das Orações, escolhe
a mais sucinta: Aquela que de Ti
mesmo Brota. Cada qual Ora de
Modo Único & Intransferível.


Eis o Mistério: Enxergar, das
Vozes Todas, A Voz Que Se
Precisa.


Eis o Batismo. Aliança Envolta
Em Paz Profunda. [Enxergar,
das Vozes Todas, a Voz Que Se
Precisa].


Não há Euforia na Oração. [Oh,
Aleluias!]. Não há Compêndio.
Não há Humana ou Histórica
Rememoração.


[Não há Arqueologia do
Sentimento].


Não há Tolo Inventário
das Enormes Ações Humanas.
[Heróico-Proféticas, sobretudo].


Amor-em-Oração [Ensina Isso ao
Deus-que-em-Ti-Habita] não é Afã
[Oh, Aleluias!], não é Arfar. Não é
Supiro-de-Amor [nem Desespero
-em-Suspirar]. Amor é Branca Brisa
& Graça Sobre Brasa Arrefecida: Antes
Rubra, agora [já] Abrandada [& Em
Branquecida]. E já Não Lesa Mais
[a Brasa] a Pedra Negra e Lisa
[: Teu Pétreo Coração!].


[Pedra Musgosa:
Difícil Metáfora!].


Jesus Orava Só.
[Oh, Aleluia!].


Ensina ao Deus-Em-Ti, que
Anseia por Multidão [& Coro
& Aplauso], a Escala Maior das
Coisas.


Jesus Orava Só.


Ora Tu [também]
no Teu Quarto.


[Onde só Te Veem a
Luz & a Própria
Sombra].







Respira Branco e Observa
Branco. Esqueça as Esposas
de Cristo [& Amantes do Coração
Chagado]. Prefira a Sobriedade dos
Mártires [sem Contorções ou Con
Traturas Nupciais]. Observe os
Mártires [observa-Os, Tu]
Caminhando, límpidos, ao
Encontro da Morte.



[Namo Ārya Vibia Perpétua

Sarada Sati!].


Respira Fundo [& Branco]
e suspeita daquelas almas
que se pretendem, de Deus,
as prediletas. Se cada qual se
suspeita a si mesma a certa [ou
preferida], em Contorção Divina,
é mais-que-certa a Conclusão:
estão todas erradas. [Os Místicos
do Coração Chagado dirão o contrário:
Certas Estão Todas].


A Eleição nos Precariza.
Caricaturiza-nos Missão
ou Tarefa.


Eleição [alegada ou presumida]
desfigura o rosto, apaga o riso,
obnubila [cada] raio de sol.
Obstrui a Luz. Afasta a
Graça e a Brisa.


Respira Branco e Escuta:
Por mim Mesmo Sei: Deus
Só fala a cada um no Íntimo.
Depois, fala no Íntimo de cada
Um. Deus é Intimista. Mas não
Intimida a Alma que se presta à
Busca.


Respira Branco e Escuta:
Por mim mesmo eu sei: Im
Possível o Coro de Vozes no
Mesmo tom, no Mesmo Ím
Peto. [Mesmo nas Vozes dos
Anjos Há Timbres Distintos].


Respira Branco e Foge da
Uniformização. É Concerto a
Música do UniVerso [: não
Bordão]. Cada qual tem seu
Padrão [Seu Padroeiro: Yidam].
[E o Diapasão que lhe afina o
Mais Secreto Anseio].


Tu és a Personificação desses
Votos.


Vós Sois, dos Votos, a
Personificação.


Por Mim Mesmo eu Sei:
Por querer da Luz Maior
Branco, olhei pro Céu e
Comparei: Estrelas e
Constelações de
Fiéis.


Cachos de Uvas Diversas:
Umas Doces, Outras Ácidas
[em Meio ao Caos, Orbes e
Urzes].


Comparei Cristãos Ocidentais
Com Ortodoxos: São Luís com
Padre Charbel Mahkluf.


[Conheço, dos Cristãos,
Setecentas e Setenta e
Sete Nuances].


Mas Vós Sois dos Votos
A Personificação.


Respira Branco e Escuta:
Por Mim Mesmo Sei: Das
Coisas Todas, Boa Fração.


[Mas Fração da Escala
Maior das Coisas].







III. O Maior Sofrimento & Primeiro







Olha a Escala Maior das Coisas:
a que nos mostra, dos Sofrimentos,
o Primeiro [das Limitações, a mais
Humana]: a Impossibilidade da
Comunicação Completa.


[Cada qual a tem bem guardada,
em seu próprio tom e em sua cor
própria].


Mas este Sofrimento [Longo &
Primevo] Myriam ultrapassa: por
ter visto no Filho [sem fugir ou
virar o rosto] a lança no flanco
transpassada.


Myriam olha para o que mal
sabem os homens. [Ou fingem
que desprezam]. O Olhar de
Myriam nos Atravessa: Ela
Própria com a Lança nos
Olhos Transpassada [e
Fel no Céu da Boca].


De vez em quando, Ela
Fala: em Fátima, em Lourdes,
em Merdjugorje.


Myriam Conhece o Fulcro, o
Núcleo: o Centro do Coração
de Onde Jorrou Sangue &
Água.


[Para Sempre Bendita, a Mãe;
para Sempre Bendito, o Fruto].


Mas o que mais nos fala, a nós
[vindo da Mãe] não é a Voz [não
é a Fala]: é a Intrepidez em Ver
o que negam os homens [no
Fundo das Almas].


Isso não se conta [nem se
Canta] com a Boca; mas com
os Olhos. [É como a Luz Branca
que se adivinha, ao Longe, na
Capela, Oculta].


Tu, também, não vires o
Rosto. Para cada qual, seu
“Quantum”, seu Fardo. [Sua
Cruz, seu Ombro].


Se o Deus-em-Ti estiver mal
Incutido [Voraz, Cruel, demasiado
Ávido], Tornar-se-á Inexaurível.


Embalemos, pois, o Inexaurível
em Sopro Brando [& Branco] para
que não Permaneça [em-nós]
para sempre Exausto &
Insaciado.


Para cada qual, seu “quantum”
e seu fardo; sua cruz, seu ombro.
Para o Silêncio, caminhamos todos.
Com os próprios pés e pesados passos.
[Leves de se ver; secretos em seu peso].


Cada qual em próprio curso, a lhe
exigir Esforço Específico. [Acho justo:
muito pior o Culto Coletivo].


[Que o Deus-Acima Nos Livre da
Mesmice dos Modos-do-Passo].


Que sejam os teus passos e
os meus diversos. Que sejam
os santos [& sãos] pouco comuns
[& controversos].


Alguns escrevem para o
Proveito das Almas. Eu,
para a Indagação.


[De Escalas & Modos de
Oração].



IV. Pathos e Dukkha







Há muita Paixão no
Mundo [Pathos]. Ele
Arde em Chamas. Alguém
acaba de se suicidar por perder
a fama. Outro faz o mesmo: por
calúnia. Ou falência.


Há, no Mundo, muita Paixão.
E Abaixo do Alto Horizonte [ou
Do Horizonte Bom, Se Lhe Dê o
Nome de Deus ou Alvo Remoto]
Só há Grito e Dor & Pasmo & Mover
Inquieto.


No Mundo há muita Paixão [Pathos].
E, Abaixo do Mais-Alto, Teorema In
Solúvel, Equação-Sem-Variável. Cólica
-Sem-Resolução [Dos Rins, do Útero].
Desejo Infinito [Outro Nome pro Deserto].
Angústia-Sem-Fim. Sede & Fome [Fome &
Sede] de Espírito Faminto. [Preta ou Asura].


Abaixo do Horizonte Bom [Chame
-Se a Isso Deus ou Desapego], há Lixo
& Visgo. E se está com um Ingresso na
Mão, para o Espetáculo Errado [Adrenalina
Pura ou Pálida Quimera]: no Bar, no Baile, na
Ópera.


Tudo é Pouco e Quase-Tudo é Tanto
& Tão-Pouco & Tão-Fútil. Abaixo do
Horizonte Alto.


Alguma Paz no Coração será Recanto,
Ou Silêncio. Para Tal, Há Voto-Sempre
-Pessoal, Impulso Próprio, Tomada-de
-Consciência, Metanóia, Compreensão
-em-Curso, Mudança, Oração. Mas não
Há Ingresso Comprado.


Não há Roubo ou Trapaça que Arrombe
A Porta do Quarto Isolado. E é Porta
Estreita que Só Se Acha a Custo [“Se
Tiveres Fé Como Um Grão de
Mostarda...”].


No Mundo Há tanta Paixão [Pathos].
E Abaixo do Horizonte Bom [Dê-se a
Ele o Nome de Nirvana ou Céu], só há
Tempo Perdido [Proust]. Ou se
maquiando. Ou Céu Minguado.







Abaixo do Horizonte Bom
[Se Lhe Dê o Nome de Bem Maior
Ou Cristo], não há Descanso, nem
Justa Medida. O Mundo é Dor e Aflição.
[Dhukka].Transitório e Impermanente.
[Anitya]. Desejo-sem-saciedade. [Tanha].
Insatisfação-Engendrada-Em-Si-Mesma.
[Samsara].


Transpor essa Base: Paz Profunda,
Salvação, Nirvana. Negá-la: Falácia.
[Avidya].


O Soar do Sino O Silêncio Expande.
Misere Cordis!


Abaixo do Horizonte Bom, o Caminho
Se Faz com Coragem. A Primeira Coragem
Se Chama: “Ver-De-fato-O-que-Se-Está-Vendo”.
[Sem Mentira, Auto-Engano, Subterfúgio].


Pensa em José indo ao Egito, com
Jesus-Bebê, fugindo de Herodes.


O Soar do Sino o Silêncio Expande.
Misere Cordis!


Admitir a Limitação [Intrínseca
Insatisfação] do Visto [e no Visto].
E, pelo Ver-Isto, fazer minguar a
Sede-Vã-Que-Atrai-Ao-Perpétuo
-Círculo [Samsara]. Esta Sede-Que
-A-Si-Se-Enche [Tanha]: Vicioso
Apego, Visgo.


Pensa em Jesus Coroado em Dor,
com Manto Escarlate.


O Soar do Sino o Silêncio Expande.
Misere Cordis!


Aprende com Ele [com Jesus] a
Elevar o Passo [mesmo de Rosto
Baixo] acima do Humano Desprezo.


Expande o Silêncio o Soar do Sino.


No Mundo Há Tanta Paixão [Pathos].
Há Febre no Mundo, e o Desejo Vil [ou
Vão] Que Não se Esgota. Eu quero
Compreensão, não Dogma [que
Esbugalha o Olho, faz Tremer a
Mão e deixa a Capela mais
Escura].


Eu quero Compreensão, não Dogma.
[Luz Que Aquiete Essa Trepidação Que
Nos Há por Dentro]. Eu Quero, do Sino,
a Derradeira Nota.


O Som do Sino Não Mais Retine.


A Tua Voz [Tu Que Me Lês] é
Tênue Lume.


Pairemos, os Dois, sobre
Herodes.


Misere Cordis.





Que o Sino [Litúrgico &
Íntimo Sino] Suspenda o
Excesso de Indagação.


Que o Sino [Íntimo &
Litúrgico] Suspenda o
Ruído do Mundo. E o
Coro dos Religiosos.


Como Cantam & Falam,
Todos, Parecidos! [Misere
Cordis!]. Perderam seus
Timbres & suas próprias
vozes.


Não chamo a isso “avanço”,
Em nenhum sentido. Mas retrocesso.
E não confundo “coro” ou “mimesis”
com “morte-do-ego”. Melhor seria
dito: “achatamento”. [Misere
Cordis!].


Tenho dó das crianças submetidas
às misérias dos Catecismos, e aos
Trovões ruidosos e Iníquos do Antigo
Testamento [Oh, Testamento Antigo!].


Tu, no entanto, não tenhas medo
e dorme no meu peito. Posso [e sei]
oferecer meu ombro.


Que o Som do Sino [Litúrgico &
Íntimo] Abafe Todo Ruído. [Dos
Gritos dos Maus; dos Filhos do
Deus].


As Instituições Escravizam, pois
Visam Passar a Visão-de-Cada
-Qual Pelo Mesmo
Filtro.


Que o Som do Sino [Íntimo
& Litúrgico] Abafe [pois] Todo
Ruído.


Há muita Paixão no Mundo
[Pathos]. Há muito Visgo cá
Em Baixo. E a Ascensão [ou
Ascese: Tapas] Se Faz Aos Poucos:
Subindo Uma a Uma as Oitavas [ou
Plataformas] da Espiral do Tempo.


Porque é Espiralado o Tempo em
Que Vivemos [Cronos]; e Nada Sabemos
do Tempo Legítimo [Kairós]. E Não
Acordamos no Tempo Legítimo.


[E Não Vislumbramos
Quando Kairós Engole
Cronos].


Depois de transpassarmos Degraus
& Ciclos Completos, Acordaremos
no Legítimo Tempo. Sem Precisar,
para Isso, Vestir Manto ou Hábito.


Talvez: o Escapulário por Sob a
Blusa, bem Discreto. Talvez: o Tau,
A Cruz de São Francisco para os Irmãos
Leigos [que, dos leigos, são mais irmãos].


Há Pistas das Plataformas em Espiral.
Lembremo-nos da Escada de Jacó. Do
Itinerarium [São Boaventura]. De Gregório
Palamas. E da Escada de Máximo, o
Confessor. [Lembremo-nos da
Ascese Árida dos Padres do
Deserto].


Lembremo-nos da Solidão do
Deserto: Pão Ázimo & Rústico
Alimento [para os que Ousam
Se Perder e Dilatar-Se em
Paroxismo & Ápice].


[Ápice & Paroxismo].


[Misere Cordis! Lembra-te
De Rezar a São Serafim de
Sarov].







V.Personalização da Trilha







Eu me deixo contagiar pelas
Almas que melhor viveram.
Sim: eu me entusiasmo pelas
almas mais vivas. E o reflexo
disso [pálido reflexo] será uma
ou outra Escritura. Buddhaghosa.
Visuddhimagga. [O Caminho da
Pureza, do Cânone Theravada].


Eu me contagio pelo exemplo
[ou com o exemplo] das Almas
Mais Vivas. E o que deriva disso
é um ou outro Texto: o Diálogo
de Nāgasena com o Rei Milinda
[Milinda Pañha, outra Escritura
do Cânone Antigo. Budista].


Eu me alimento do que deixaram
as Almas Vivas. E de uma ou outra
Lâmpada que permaneça Acesa depois
da Despedida. Aśvaghoṣa. Buddhacarita
[Vida de Buddha de Forma Épica: em frases
de Poeta]. Eu me alimento e me ilumino pelas
almas vivas, e pela Luz que permaneça Acesa
[em texto, em súmula, em glosa]. Aśvaghoṣa.
O Lamrim de Atisha: Sumarizada Lâmpada.
The Jewel Ornament of Liberation, de
Gampopa. [Guirlanda Sagrada].



[Namo Gampopa Sonam Rinchen

Nyamed Dakpo Rinpoche!].


Eu me alimento de exemplos vivos
[ainda que mortos] de santos de todos
os povos e credos. E uma pequena coleção
de textos e registros: Atos de Felipe,
Evangelho de Nicodemos. Sim, em minha
Coleção eu incluo [e privilegio] os Apócrifos
e os escritos por mim mesmo [Os Mistérios de
Deus Segundo Caim e O Sutra Menor da Casa de
Saibro].


Mas, no Fim de Tudo [e no Fundo do
Fim], eu fico mesmo com o Amor de
Cristo [Amor Desapegado & Compassivo]
e com o Desapego de Buddha [Desapego
Compassivo & Amoroso].


O mais, não coleciono. Nem
nego.


[Oh, Samantabhadra! Vóis sois
a Expressão desses Votos!].


Eu pertenço a todas as Famílias
de Buddhas e Bodhisattvas. [O
que Inclui Pertencer a Cristo].


Apreendo os votos de
Samantabhadra, como
proferidos na “Guirlanda de
Flores” [de Todas as Guirlandas]:
Avatamsaka Sutra. Sou sólido, porque
não sectário. Não temo a Vastidão do
Branco Sagrado [& Sagrado Branco].
Sentado em Enorme Montaria [Elefante
Sagrado, Sagrado Elefante] não temo
Equilibrar-me em Assento Firme & de
Monumental Peso. [Oh, Samantabhadra,
Vós Sois a Personificação desses Votos!].
Para todos distribuo Flores de Lótus &
Sagrados Ensinamentos.


No Outro Tempo [no Tempo que
Virá, após meu tempo], nem Mansão,
nem Castelo. Morarei numa Casa de
Saibro.


Agora, falo do Branco. E d'Ele brotando
Vermelhos & Azuis. Ou: “O Reino de Deus
Está Dentro de Vós” [Como Disse o Mestre
Jesus].


Veja Aquilo! Não é Amarelo Ouro!
É Pólen Espalhado ao Vento, pelos
Índios Navajos. Eu também te ofereço
Pólens & Lótus Amarelos. Eu doo o que
Mesmo Me Falta, como Mendigo de
Mão Aberta [Dana]. Bem firmado em
Ética [Sila], Eu Cavalgo o Cavalo de Vento
[Tibetano: Lung Ta; sânscrito: prana].


“Mendigo-Que-Dá”. Não estranhe o
Paradoxo. Cuia aberta [peça de esmoler
ou de esmolando: mendigo molambo], mas
também Aberta ao Outro. O Amarelo Ouro
também é Clamor por Trigo. Às vezes, eu
Peço. Outras vezes, Amasso na Mão o Pão
Que Eu Mesmo Fabrico. E Distribuo. [Em
Micro-Comunhão]. [Em Comunhão-Micro].


Por Isso, também pertenço à Linhagem
dOs que Vagam. À Linhagem dOs Sem-Dono.
[à Linhagem do Pólen-em-Voo, dos Índios
Navajos].


Eu falo de estar Assentado na Presença
[Parousia, em Grego]. Eu falo das Famílias,
eu pertenço às Famílias. O Buddhadharma
[A Lei Bem Proferida] e os Evangelhos me
Dão Este Direito: Conexão Minha & Própria
[& Intransferível] com o Fulcro da Vida [com
O Centro da Roda que Gira, até Perceber-me
Imóvel, Tocando a Terra como Testemunha
De Meus Direitos, pela Soma de Meus Bons
Passos].



Eu me Assento na Presença [em grego,
Parousia]. E me situo no Centro. No Ponto
Focal & Irradiante dos Votos Proferidos.
[Nem Castelo, nem Mansão: Eu moro
na Casa de Saibro]. A Extensão dos
Votos é Onde Alcança meu Braço.


Eu estou Assentado na Presença.
E de Onde Estou, Contemplo o Espaço.
[Azul Safira]. Apaziguo Inquietações, Raivas,
Ventos, Raios, Trovões. [Indra & Maruts].
O Gesto de Tocar a Terra [Bhumisparsha
Mudra] e tomá-la por Testemunha dos
Meus Atos [Bhumisparsha Mudra] é
Gesto Necessário [e Raiz Necessária]
pra me Lançar no Safirino Abismo.
[Gesto Moral: Fio Terra no Espaço
Oni-Inclusivo].


[Meu Fio de Prumo].


Assentado em Presença [Parousia]
e Tocando a Terra [Mudra de Aksobhya,
“O Imóvel”: Bhumisparsha; Mudra de Buddha
Afastando as Tentações de Mara/ Satã, em sua
Imperiosa Hora] eu olho o Ignizado Vento e a
Tempestade. Não me toca o Portador do
Raio [Jeová ou Vajrapani].Eu Equilibro a Ira
Da Justiça Cega chamando a Terra como
Testemunha para Inventariar meus
Passos [Não Inventando].


“Com Que Direito te Libertas e me
Negas?!”Ousou perguntar, ao Buda,
O Tentador. “Com o Direito que Me confere
a Terra!” E a Terra rugiu & tremeu, confirmando.
“Se não Dissésseis que Sou Jesus e Que Sou Mestre,
Se Não dissésseis que Sou o Ungido & Consagrado,
[o Messias, o Cristo] essas mesmas Pedras o
Profeririam!”


[Até as pedras O Declamariam].


Eu toco a terra e penso na Trama
Entre o Pó e as Estrelas [Eu Toco a
Terra e Vislumbro a Interdependência,
Vislumbro o Karma e a Trama Cósmica].
Sou Pó. Mas Pó de Terra & Estrela. Da
Minha Mão Brota uma Flor [às Vezes
Uma Luz Rosa]. Às Vezes, Cai, em
Mim, a Lágrima de Quem tem Um
Milhão de Mãos, um Milhão de Olhos.
[Avalokiteśvara, Kuan Yin, Kanzeon].


Guardo a Lágrima que Molha a Flor
[na mão espalmada, minha], lágrima
Verde [esmeraldina] numa Colher de
Prata. [E agora é Nova Vida a Flor que
Brota: Lágrima de Mãe Arrependida, ou
Que Chora].


[Tara, Guadalupe, Nossa Senhora].


Da lágrima sobre a rosa, advém meu
Choro. Eu Olho a Vastidão do Azul Safira
E vejo-O declinando [de Si, mais Brando,
Se Concedendo] em Lilás ou Suave Roxo.
É minha, também, a Contrição pelos Mortos.
[Kṣitigarbha; Jizō Bosatsu].


Por Assentado que Estou [& Contrito],
Sou Encontrado Pelo Que Busco, Antes
Mesmo de Buscá-Lo. Ele Me Encontra.
E Aprendo que o Encontro Já Está Im
Plícito Na Mais Funda Busca, por Sua
Entrega & Risco. [Namo Amitabha
Buddha!].


Sentado na Presença [Parousia],
Descanso na Estrada Imensa sem
Descansar, Cansar ou Desistir do
Passo. E só Descanso por Isso: por
me Saber Medido [concreto in Abs
Trato, fenômeno in Noumenon] em
Suprema Desmedida. E só Descanso
Por Isso. [Namo Amitabha Buddha!].


E só por Bem Assentado e Bem Medido
[Encontrado Onde Mesmo Não me Busquei],
Vejo Emergir [no Lugar da Flor] uma Espada
Acesa. Pungência [& Urgência] Contrastada a
Infinito Fundo. Fronteira de Discernimento por
Me saber Ainda Não Possuindo: entre o Visto &
o Vão, entre fenômeno e Noumenon. Agudeza-
bem-temperada [cravo-bem-temperado: Bach]
pela Abertura entre a Noção e o Não-Ainda [ou
Ainda-Não]. Presença Sutil [eu sobre a
Presença] entre a coleção de dharmas
fugidios [as dez mil coisas] e o Profundo
Abismo que nO Coração de Deus se Abriu.
[Namo Amitabha Buddha!].


Sentado em Presença [Parousia], Abro as
Mãos e os Braços : Sou Alpinista. Solto-me
em Penhasco-de-Presença e me Abro [Asas]
em Pleno Vácuo [o Todo-Nada: Śūnyatā].
Percebo-me não mais do que esboço-de-mim
-mesmo [grafismo ou “anseio gráfico”].
A Respiração é Ampla e Me Sai como Rugido
[: Simhanada!], bem no Fulcro da Vida [&
no Núcleo de Cada Átomo].


Assemelhado à Cólera é, no entanto,
Compaixão.


Nem Castelo, nem Mansão: Eu Moro
na Casa de Saibro.


Em Meu próprio Brado, Vejo o Trovão
Pacificado [Bem Assentado em Presença].
Diviso tons de Lazúli e Turquesa no que antes
Era Infinito. E a noção de cor [declinada cor] se
derrama sobre mim como mantra, como bálsamo,
como Aspiração Pura. Como Cura, enfim.
[Bhaisajyaguru; Yakushi Nyorai].


Bálsamo Veio do Rugido. Da Compaixão
Não-Diluída que Cobra, de mim, o Próprio
Prumo & Correção [& o Próprio Prumo
Cobra]. Colocando-me, não em Apuro:
mas em Estreita Rota [& Estrita].


[Eis, de novo, a Porta Estreita em
Íngreme Encosta; Sou Alpinista.
Alpinizo a Luz, que Sana & Limpa,
Sem Grudar No Íntimo].


Filhos de Boas Famílias: de Buddhas
E Bodhisattvas. Filhos de Cristo. Atravessemos
Os Vales da Dor e as Rodas que Giram [Íxion &
Sísifo; e o Vale de Lágrimas dos Salmos].
Atravessemos o Jardim das Oliveiras
[Getsêmani], pois haveremos de
conhecê-Lo [Façamos companhia
a Jesus, sem desanimarmos de
Caminhada, Cruz ou Calvário].


[Gólgota].


Filhos de Boas Famílias. Filhos de José
Ou João, Jesus ou Maria. Que nosso Coração
Seja Amplo para acolher a Solidão do Horto.
Tenhamos dado de beber a Sede de Deus,
em cada corpo humano. Tenhamos dado a
Ele de Beber, da Água que Tiramos de Nós
Mesmos. [Aos Cântaros]. Como Jesus Deu
de Beber à Samaritana [e Água lhe pediu],
em frente ao poço.


[Acqua Permanens].


Que nosso Coração Seja Amplo.
Recitemos, em Gratidão, o que
Já Sabemos [para sabermos mais
Fundo e Melhor]: os Evangelhos de
Marcos, Mateus, Lucas e João. Os
Outros, que nos tiraram. O Vimalakīrti
Nirdesa Sūtra e o Sutra do Lótus. O
Avatamsaka Sutra ou o Sutra Menor
Da Casa de Saibro.


Recitemos, em gratidão, o que já
Sabemos, para que Melhor Saibamos.
Recitemos as Bênçãos que já Recebemos,
ou que Vislumbramos. Recitemos, em Gratidão,
às Terras Puras que já entre-Vemos [“Há Muitas
Moradas na Casa de Meu Pai”].


Comunguemos: Buda & Jesus são
Irmãos.


Saudemos os Patriarcas & Mestres
das Tradições. Aprendamos com Suas
Vidas & com Nossas Próprias.


Recitemos em Gratidão ao que
Já Temos [Doença ou Contra-Tempo;
Trabalho ou Limitação: são todos
Pontos-de-Apoio].


Recitemos e sejamos Gratos aos
Ancestrais e à Terra que Pisamos.


Recitemos e sejamos Gratos aos
Exemplos que Tomamos [nas diversas
Tradições], em Íntimo Oratório. [No
Silêncio também Comungamos].


Recitemos, gratos.


Entregando-nos ao Coração de
Cristo. Entregando-nos à Misericórdia
De Cristo. Entregando-nos ao Fulcro da
Vida, ao Coração da Lei, ao Corpo da
Verdade [Dharmakaya].


Louvados sejam os Sagrados
Caminhos. Louvada Seja a Inescrutável
Amplidão de Deus. O Caminho já está bem
aplainado pela pegadas de Buda, pelo exemplo
de Cristo, pela compreensão dos mestres, para
o Benefício do Mundo.




OM SAMAYAS TVAM!


[VÓS SOIS A PERSONIFICAÇÃO DESSES VOTOS!].







Namo Mahavatar Mahakaruna Mahasiddha Jesus Bodhisattva.











Fim do Sutra Menor da Casa de Saibro.











Marcelo Novaes


03/01/2010.