domingo, 13 de dezembro de 2009



Foi nessa hora, quando a luz foi embora, que ficou claro o quanto cada qual era bom. Uma tendência irrefreável de não pegar nada do outro. Da mulher que andava só, não pegar no braço. Nem passar a mão. Nesse momento ficou claro o quão bom era cada qual e cada um. O que é mal ao outro, naturalmente nos causa aversão. O que é bom nos atrai a si, como o sol. Sem que precisemos de incentivo ou aguilhão, de espora ou cutelo. De exemplo ou cartilha. De recompensa ou punição. Na terra ou nos céus. Isso fazemos, tão somente, por inclinação natural. E em sendo menos [ou menores] nossos motivos, façamos, então, do escuro a melhor razão para dobrar os joelhos.





http://notaderodape-marcelo-novaes.blogspot.com/2009/11/heliotropismo.html




Marcelo Novaes

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