sábado, 28 de novembro de 2009

A EXCELÊNCIA DA SABEDORIA

O coração do sábio se inclina para o lado direito, mas o do estulto, para o da esquerda.

Quando o tolo vai pelo caminho, falta-lhe o entendimento; e, assim, a todos mostra o que é estulto.

Levantando-se contra ti a indignação do governador, não deixes o teu lugar, porque o ânimo sereno acalma grandes ofensores.

Ainda há um mal que vi debaixo do sol, erro que procede do governador:

O tolo posto em grandes alturas, mas os ricos assentados em lugar baixo.

Vi servos a cavalo e príncipes andando a pé como servos sobre a terra.

Quem abre uma cova nela cairá, e quem rompe um muro, mordê-lo-á uma cobra.

Quem arranca pedra será maltratado por elas, e o que racha lenha expôe-se ao perigo.

Se o ferro está embotado, e não se lhe afia a corte, é preciso redobrar a força; mas a sabedoria resolve com bom êxito.

Se a cobra morder antes de estar encantada, não há vantagem no encantador.

Nas palavras do sábio há favor, mas ao tolo os seus lábios devoram.

As primeiras palavras da boca do tolo são estultícia, e as ultimas, loucura perversa.

O estulto multiplica as palavras, ainda que o homem não sabe o que sucederá; e quem lhe manifestará o que será depois dele?

O trabalho do tolo o fatiga, pois nem sabe ir a cidade.

Ai de ti, ó terra cujo rei é criança e cujos príncipes se banqueteiam já de manhã.

Ditosa, tu, ó terra cujo o rei é filho de nobres e cujos príncipes se sentam à mesa a seu tempo para refazerem as forças e não para bebedice.

Pela muita preguiça desaba o teto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa.

O festim faz-se para rir, o vinho alegra a vida, e o dinheiro atende a tudo.

Nem no teu pensamento amaldiçoes o rei, nem tão pouco no mais interior do teu quarto, o rico; porque as aves dos céus poderiam levantar a tua voz, e o que tem asas daria notícia das tuas palavras.






Eclesiastes 10

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