sábado, 10 de fevereiro de 2018

O início da sabedoria é a admissão da própria ignorância. Todo o meu saber consiste em saber que nada sei.


Sócrates

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Ensinamentos de Sri Vivekananda.

               Ensinamentos
  • Toda expansão é vida; toda contração é morte. Todo amor é expansão, todo egoísmo é contração.

     Por essa razão, o amor é a única lei da vida. Aquele que ama vive, aquele que é egoísta está morrendo. 

    Ame, pois, pelo próprio amor, porque essa é a única lei da vida, da mesma forma que você respira para viver. Este é o segredo do amor abnegado, do trabalho altruísta e de tudo o mais.

  • Se existe uma palavra nos Upanishads que surge como uma bomba e explode sobre a multidão ignorante, esta palavra é intrepidez.


    A única religião que deve ser ensinada é a religião da intrepidez, da hombridade.


    Seja neste mundo, ou no mundo da religião, a verdade é que o medo é, certamente, a causa da degradação e do pecado. 


    É o medo que nos traz infelicidade, é o medo que nos traz a morte, é o medo que origina o mal. E qual a causa do medo? A ignorância da nossa própria natureza.

  • Não pense em quantas vezes você falhou. Isso não importa. O tempo é infinito. Siga adiante; insista vezes sem fim e a luz há de chegar.
     
  Fonte: Mestres Divinos

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Manifestações do Amor Divino!

Pensamento para o dia 26/12/2017

Jesus era compaixão (karuna) vinda na forma humana. Ele espalhou o espírito de compaixão e conferiu consolo aos aflitos e aos sofredores. As boas obras sempre provocam os ímpios. Mas não se deve falhar ou temer quando a oposição obstruir. O desafio dá alegria, evoca fontes escondidas de força e traz a graça para avigorar o esforço. O prazer surge durante o intervalo entre duas dores. É preciso lutar contra dificuldades para provar o prazer da vitória. Jesus foi alvo de muitos obstáculos poderosos e Ele enfrentou todos eles. Jesus foi o amor encarnado. Ele manifestou amor na forma de serviço. Jesus se exauriu nesse serviço. O coração cheio de compaixão é verdadeiramente o templo de Deus. Desenvolva compaixão. Sirva comida aos famintos, alívio ao desamparado e consolo aos doentes e sofredores. Viva em amor. Seja bom, faça o bem e veja o bem. Este é o caminho para Deus. (Discurso Divino, 25 de dezembro de 1981)  

Sathya Sai Baba

sábado, 2 de dezembro de 2017

O orgulho e a autossuficiência infectam a sabedoria e a arte de pensar.

O orgulho e a autossuficiência de escribas e fariseus obstruíam suas inteligências e os encerravam num cárcere intelectual. Na escola de Cristo, o orgulho e a autossuficiência infectam a sabedoria e abortam a arte de pensar.Todos devem ter a postura intelectual de uma criança, que é aberta, sem preconceitos e com grande disposição para prender (Marcos 10:15

Cristo demonstrava que precisava de algo mais que admiradores e simpatizantes de sua causa. Precisava de uma mente aberta, de um espírito livre e sedento. Ele não desistiu dos escribas e dos fariseus, mas, em vez de insistir com eles, preferiu começar tudo de novo, e procurou pessoas aparentemente desqualificadas para executar um projeto mais profundo e transcendental. Escolheu um grupo de incultos pescadores que provavelmente não conheciam nada além dos limites do mar da Galileia, que nunca pensaram em caminhar dentro de si mesmos e desenvolver a arte de pensar, pessoas que nunca refletiram mais profundamente sobre os mistérios da existência ou sonharam em ser mais do que simples pescadores ou coletores de impostos. 

O mundo intelectual e espiritual daqueles homens era muito pequeno. Todavia, um mestre intrigante passou por eles, abriu suas mentes e despertou neles um espírito sedento que mudaria para sempre suas trajetórias de vida.

Cristo tomou uma atitude arriscada, corajosa e desafiadora. Fez uma escolha incomum para levar a cabo o seu complexo desejo. Escolheu um grupo de homens iletrados e sem grandes virtudes intelectuais  para transformá-los em engenheiros da inteligência e torná-los propagadores (apóstolos) de um plano que abalaria o mundo, atravessaria os séculos e conquistaria centenas de milhões de pessoas de todos os níveis culturais, sociais e econômicos.



Fonte: livro - O Mestre dos Mestres
                      Augusto Cury

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Desobstruindo a inteligência

Colocar-se como aprendiz diante da vida profissional, social e intelectual é um verdadeiro exercício de inteligência. Uma pessoa que possui essa característica é sempre criativa, lúcida e brilhante intelectualmente. Está se despojando de maneira contínua dos seus preconceitos e enxergando a vida de diferentes ângulos. Por outro lado, uma pessoa que se sente interiormente abastada está sempre tensa, entediada e envelhecida intelectualmente.

Faz bem à saúde do cérebro e à saúde psíquica colocar-se como aprendiz diante da existência. Essa característica não tem relação com a idade. Há jovens que são velhos, por serem engessados e rígidos intelectualmente. Há velhos que são jovens, por serem livres e sempre dispostos a aprender. Tal característica é mais importante do que a genialidade. É possível ser um gênio e ser apenas um mero baú de informações, sem nenhuma criatividade.

Se observarmos a história dos homens e mulheres que mais brilham em suas inteligências, constataremos que a curiosidade, o desafio, a ousadia, a sede de aprender, a capacidade de se colocar  como aprendiz  diante dos acontecimentos da vida eram seus segredos. Muitos pensadores foram mais produtivos quando ainda eram imaturos, pois tinham preservadas essas características. Nessa fase, embora tivessem os problemas ligados à imaturidade intelectual, estavam mais apertos para o aprendizado. Todavia, quando conquistaram status, fama, prestígio social e abandonaram a postura de aprendizes, arruinaram-se intelectualmente.

Quem se contamina com o vírus da autossuficiência reduz a própria produção intelectual. Quem se embriaga com o orgulho está condenado à infantilidade emocional e à pobreza intelectual, além de fazer da vida uma fonte de ansiedade. O orgulho gera mais filhos, entre os quais estão a dificuldade de reconhecimento de erros e a necessidade compulsiva de estar  sempre certo. Aquele que recicla seu orgulho e se liberta do jugo de estar sempre certo transita pela vida com mais tranquilidade. A pessoa que reconhece suas limitações é mais madura do que a que se senta no trono da verdade. 

 Um dos maiores problema educacionais é levar um mestre a se posicionar continuamente como aluno e manter o aluno constantemente em sua condição de aprendiz. Muitos profissionais liberais e executivos se tornam estéreis com o decorrer do tempo, pois se fecham dentro de si mesmos, engessam sua inteligência com as amarras da autossuficiência e da independência exagerada.

Muitos cientistas são produtivos quando estão no início de suas carreiras. entretanto, à medida que sobem na hierarquia acadêmica e supervalorizam seus títulos, têm grande dificuldade de produzir novas ideias, Os jornalistas, os professores, oe médicos, os psicólogos, enfim, toda e qualquer pessoa que não recicla a autossuficiência aprisiona o pensamento e aborta a criatividade. É provável que muitos de nós estejamos intelectualmente estéreis e não tenhamos consciência disso por causa da dificuldade de nos interiorizar e repensar nossa história.

Cristo provava continuamente a inteligência de seus discípulos e os estimulava a abrir a janelas de suas mentes. Os pensamentos dele eram novos e originais e iam contra todos os paradigmas desses discípulos, contra tudo o que tinham aprendido como modelo de vida. Por isso, tinha um grande desafio pela frente. Precisava romper-lhes a rigidez intelectual e conduzi-los a se colocarem como aprendizes diante da sinuosa e turbulenta trajetória da vida. Quem ele escolheu como discípulos? Os intelectuais ou os iletrados?

Estranhamente Cristo não escolheu como discípulos para revelar seu propósito e executar seu projeto um grupo de intelectuais da época, representados por escribas e fariseus. Estes tinham a grande vantagem de possuir uma cultura milenar e uma refinada capacidade de raciocínio. Além disso, alguns o admiravam muito. Porém, pesava contra eles o orgulho, a autossuficiência e a rigidez intelectual, o que impedia que se abrissem para outras possibilidades de pensar.




Livro - O Mestre dos Mestres
            Augusto Cury